O presidente Jair Bolsonaro justificou ter estourado os gastos com cartões porque financiou o envio de três aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) para resgatar brasileiros na China, quando o país asiático ainda era o epicentro da pandemia provocada pelo novo coronavírus.
Ao deixar o Palácio da Alvorada, usando máscara, na manhã desta segunda-feira (11), Bolsonaro não deu entrevista, mas conversou com apoiadores. “A imprensa criticou o uso do cartão corporativo. Parte [da viagem] de três aviões que foram para a China foi financiada com o cartão corporativo”, justificou o presidente sobre reportagens publicadas no fim de semana.
No primeiro dia de vigência do decreto do governador do Distrito Federal obrigando o uso de máscara, sob pena de multa de R$ 2 mil, Bolsonaro deixou a residência oficial com a proteção no rosto e interagiu com apoiadores sem se aproximar.
Os gastos com cartão corporativo da Presidência da República, usado para bancar as despesas sigilosas do presidente, dobraram entre janeiro e abril deste ano, se comparados com a média dos últimos cinco anos. De acordo com o Portal da Transparência do governo, a fatura no período foi de R$ 3,76 milhões. (Metrópoles).
