Bolsonaro quer criar o personagem “Bolsonaro paz e amor”

A exemplo do que fez Lula em 2002, quando lançou a “Carta aos brasileiros” que o transformou em “Lulinha paz e amor” e o levou a ganhar a eleição daquele ano para a Presidência, agora é o radical de direita Jair Bolsonaro que pretende se utilizar o mesmo truque de marqueting político.

Visto como de esquerda e rejeitado pela classe média, Lula inspirava medo; com a Carta, virou esperança. Bolsonaro, cujo discurso ideológico também amedronta, figura em primeiro lugar nas pesquisas, mas não sai do patamar dos 20% de intenção de votos. É fraco na economia e limitado como político e administrador capaz de construir um projeto de país.

Como ele sabe disso, está preparando uma “Carta de Princípios” que o fará se parecer um pouco com Lula: vai defender o Bolsa Família, propor uma reforma da previdência mais amena, falar menos de armas, não mostrar seu lado homofóbico e misógino e apresentar projetos econômicos menos liberais e menos privatistas.

Com isso, Bolsonaro pretende “roubar” os votos da suave Marina Silva e do agressivo Ciro Gomes – os dois candidatos que ele considera empecilhos para o seu crescimento.

 

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