Para Bolsonaro, possível segunda onda da covid-19 é “conversinha”

Em conversa com apoiadores na frente do Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro disse na manhã desta sexta-feira (13) que, se houver segunda onda no Brasil, “tem que enfrentar” para a economia não “quebrar de vez”.

Ele afirmou: “Vocês vejam o que era antes, como eram os ministérios, tudo aparelhado no Brasil. Como estão funcionando (agora), apesar dessa pandemia que nos fez nos endividar em mais de 700 bilhões de reais. E agora tem a conversinha de segunda onda. Tem que enfrentar se tiver, porque se quebrar de vez a economia, seremos um país de miseráveis. Só isso.”

Bolsonaro evitou responder sobre quando um imunizante contra a covid-19 chegará ao Brasil, mas reforçou seu posicionamento contrário uma vacinação obrigatória. “Não vou fazer exercício de futurologia para você, tá certo? Tem certas coisas que não pode correr”, respondeu a uma apoiadora que perguntou sobre quando a vacina estaria disponível.

Na sequência, o presidente comparou a vacina a um “produto bélico”. “Toda a vacina é igual produto bélico, nenhum país compra um armamento de outro país se aquele país não tá usando aquilo lá”, disse. “Se a gente quiser comprar uma vacina de um país X, aquele país tem que vacinar seu povo para mostrar que ‘olha, estamos botando no nosso povo para provar que não tem problema’, daí vem para cá e no que depender de mim nunca jamais será obrigatória”, declarou. (De O Estado de S. Paulo).

 

 

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