Bolsonaro pede recursos e antecipa meta de zerar emissão de gases poluentes

COMPARTILHE:
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on twitter
Share on whatsapp

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira (22), na Cúpula do Clima, a intenção de antecipar para 2050 a meta de zerar a emissão de gases poluentes, atingindo a chamada neutralidade climática, inicialmente prevista para 2060. A cúpula é comandada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Bolsonaro procurou fazer um pronunciamento mais conciliador, citando números favoráveis do país nos últimos 15 anos, incluindo dados dos governos Lula, Dilma e Temer.

“Coincidimos, senhor presidente [Biden], com o seu chamado ao estabelecimento de compromissos ambiciosos. Nesse sentido, determinei que nossa neutralidade climática seja alcançada até 2050, antecipando em dez anos a sinalização anterior. Entre as medidas necessárias para tanto, destaco aqui o compromisso de eliminar o desmatamento ilegal até 2030, com a plena e pronta aplicação do nosso Código Florestal. Com isso, reduziremos em quase 50% nossas emissões até essa data”, afirmou.

Bolsonaro pediu mais recursos para viabilizar o combate da destruição florestal e proteger o meio ambiente. “O Brasil não apenas se destaca pelas ações do Brasil, mas está na vanguarda no combate à mudança do clima, tanto por nossas conquistas, quanto pelos compromissos que estamos dispostos a assumir”, disse.

O discurso do presidente contraria os números crescentes de desmatamento na Amazônia e o corte de recursos na fiscalização das ações ambientais. “Como detentor da maior biodiversidade do planeta, e potencia agroambiental, o Brasil está na vanguarda do enfrentamento ao aquecimento global. Ao discutirmos mudanças no clima, não podemos esquecer a causa maior do problema: a queima de combustíveis fósseis ao longo dos últimos dois séculos. O Brasil participou com menos de 1% das emissões históricas de gases de efeitos estufa, mesmo sendo uma das maiores economias do mundo. No presente respondemos por menos de 3% das emissões globais anuais.”

O discurso de Bolsonaro aconteceu poucos minutos após o presidente Joe Biden se retirar. (Do Congresso em Foco).

Deixe uma resposta