O ex-ministro da Agricultura no governo de Michel Temer, Blairo Maggi (PP), disse em entrevista que o discurso “agressivo” do presidente na área ambiental poderia cancelar o acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia, anunciado em 28 de junho. “Com esse discurso [do governo], voltamos à estaca zero”, disse.
A principal preocupação de Maggi com relação ao discurso problemático de Jair Bolsonaro são os impactos no mercado externo. O ex-ministro chama atenção para a cláusula do acordo do Mercosul-UE que permite que a Europa barre importações do Brasil, o que poderia ter complicações por conta das falas do presidente. “Essas confusões ambientais poderiam criar uma situação para a UE dizer que o Brasil não estaria cumprindo as regras. E não duvido nada que a gritaria geral que a Europa está fazendo seja para não fazer o acordo. A França não quer o acordo”, disse em entrevista ao jornal Valor Econômico.
Para Maggi, a insatisfação do bloco com o Brasil é tão grande que poderia atrasar mais ainda a entrada em vigor do acordo, mais do que os dois anos previstos para que seja ratificado pelo Parlamento dos países-membros dos blocos. “Estamos pagando um preço muito alto e acho que teremos problemas sérios. E como exportador, digo: as coisas estão apertando cada vez mais”, acrescentou.

Faltou à elite deslumbrada perceber que o desmonte do Brasil não pouparia nem o agronegocio. Mas sempre poderão,depois da quebradeira, se reunir pra fazer arminha com a mão gritando “mito!” E, claro, por a culpa de tudo no Lula e nos comunistas que só eles enxergam.
O Eduardo Bolsonaro vai garantir que o EUA comprem toda a produção agrícola brasileira. Israel idem. Tudo resolvido. É só fazer arminha que melhora.
Bem o tal de presidente agora está prejudicando até o agronegócio que ajudou financiar sua campanha, pois esta prejudicando essa turma ao querer enfrentar os países que consomem os seus produtos a ponto de uns dos chefões do agronegócio vir a publico reclamar