Audi pode parar produção no Paraná se não receber de volta impostos pagos

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A Audi pode encerrar a produção em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, onde divide linhas de montagem com  Volkswagen.  Isso porque a empresa ainda não recebeu de volta do governo parte do valor aplicado no local, como previa o regime automotivo brasileiro na época da construção da fábrica, inaugurada em 2015.  A companhia investiu R$ 500 milhões para reativar a fábrica.

“Assinamos um compromisso de pagar para receber de volta. E, até agora, não temos uma decisão”, revelou o presidente da Audi do Brasil, Johannes Roscheck. “É difícil convencer a matriz a investir novamente em um mercado que não tem compromisso.”

O investimento da Audi para construir carros no país foi a resposta para o regime automotivo vigente no Brasil de 2013 a 2017.  Chamado de InovarAuto, o programa dizia que as empresas que importassem carros pagariam 30 pontos percentuais extras de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

O diretor de Relações Institucionais da Audi, Antonio Calcagnotto, disse que a manutenção da produção depende de uma resposta do governo.“Se tivermos uma sinalização de que esse dinheiro irá voltar, mesmo que seja em 10 anos, seria uma visão para dar para a matriz e serviria como fator de decisão da continuidade [da produção]”, disse o executivo. Essa “sinalização” inclusive pode ser o gatilho para que a empresa faça novos investimentos no Paraná e siga com a produção de veículos.

Enquanto isso, a Audi informa que o hatch A3, único modelo produzido no local, deixará de ser fabricado em dezembro. Em seu lugar, a empresa estuda a produção de um novo modelo, o que exige plataforma mais moderna e novos recursos tecnológicos em relação ao A3.

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