Réu na ação penal que julga os denunciados pela Operação Integração, que investigou relações promíscuas do governo Beto Richa com concessionárias de pedágio, o primo distante Luiz Abi Antoun requereu ao juiz da 23.ª Vara Criminal Federal, Paulo Sérgio Ribeiro, sua prévia absolvição ou que seu caso seja enviado para julgamento na Justiça Eleitoral – mesmo caminho já tentado (sem sucesso) pelo próprio Beto e por seu irmão, o ex-secretário de Infraestrutura e Logística José Richa Filho.

Luiz Abi encontra-se ainda no Líbano, para onde viajou em setembro do ano passado poucos dias após ser solto por um habeas corpus coletivo concedido pelo ministro Gilmar Mendes. Desde então, não tiveram êxito as sucessivas intimações para que comparecesse a audiências convocadas neste e em outros processos, nos quais também figura como réu, decorrentes das operações Publicano, Piloto, Quadro Negro…

Para não comparecer às audiências, Abi tem enviado atestados médicos libaneses (escritos em árabe) que informam que ele se encontra em tratamento em razão de apneia e tosse persistente, o que o impediria de viajar de volta para o Brasil.

Aqui, ele é representado na ação penal da Integração pelo seu advogado Anderson Mariano que, na sexta-feira (14), protocolou recurso na Justiça Federal em que alega que as investigações do Ministério Público Federal indicam que os recursos arrecadados das concessionárias eram, prioritariamente, destinados a abastecer o caixa 2 das campanhas de Beto Richa. Logo, se crime houve, o julgamento deve se processar no âmbito da Justiça Eleitoral, agora autorizada pelo STF a julgar também eventuais crimes comuns conexos.

O processo na 23.ª Vara Criminal Federal contra Luiz Abi tramita em separado dos demais réus da Operação Integração, dentre eles, além de Beto e Pepe Richa, os ex-secretários Deonilson Roldo, Ezequias Moreira e o amigo Jorge Atherino.

Veja a íntegra da petição de Luiz Abi: