As penúltimas principais notícias que circularam nesta quarta-feira (12) sobre o vazamento de diálogos entre o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato são, resumidamente, as seguintes:

  • Manchete exclusiva de O Globo diz: “Ataque hacker foi mais amplo e atingiu ‘coração’ da Lava-Jato“. Entre os alvos, estiveram integrantes das forças-tarefas de ao menos três estados (Rio, Paraná e Distrito Federal). Investigações da Polícia Federal e PGR indicam que o ataque hacker foi muito bem planejado e teve alcance bem mais amplo do que se sabe até agora.
  • O ministro Sergio Moro voltou a conversar sobre o assunto com o presidente Jair Bolsonaro no meio da tarde. Foi ao Palácio do Planalto acompanhado pelo diretor-geral da Polícia Federal, Mauricio Valeixo. Nada vazou sobre o teor da conversa, mas acredita-se que tenha focado nos esforços de investigação para descobrir a(s) fonte(s) que forneceram ao site Intercept Brasil terabites de mensagens trocadas por integrantes da Lava Jato.
  • Mais tarde, o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, afirmou que Bolsonaro acompanha os fatos com “serenidade” e que o presidente tem se relacionado com Moro “num ambiente de sã camaradagem e de confiança”.
  • A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu oficialmente à Polícia Federal que unifique os inquéritos que abriu desde semanas atrás, quando foram descobertas as primeiras invasões às contas dos procuradores no aplicativo de mensagens Instagram.
  • O Intercept liberou mais uma “pílula” do conteúdo que recebeu de ‘fonte anônima’. É Deltan revelando ao grupo do Telegram conversas animadoras que teve com o ministro do STF, Luiz Fux. Moro entra na troca de mensagens e diz: “Excelente! In Fux we trust”. Deltan responde:”kkk”
  • As penúltimas da #vazajato (2)
  • O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, afirmou não ver riscos à Operação devido à divulgação de conversas entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol. “A Lava Jato é uma realidade. Não acredito que essa realidade venha a ser afastada por qualquer circunstância conjuntural”.
  • A Comissão de Trabalho e Serviço Público da Câmara Federal aprovou convite para ouvir o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, sobre as conversas vazadas do Telegram. Ainda não há data marcada para a audiência.