O presidente Jair Bolsonaro não descansa nem nas noites de sábado. Deve ter deixado Michele ocupada com afazeres do Palácio da Alvorada, onde mora o casal, para pegar o celular e dedilhar duas mensagens do seu repertório mais recente.
Numa delas, Bolsonaro voltou a criticar os “números imprecisos” divulgados pelo Inpe sobre o desmatamento da Amazônia e que “trazem enormes prejuízos ao Brasil”. Escreveu:
– Vamos atuar de forma eficaz no combate ao desmatamento ilegal.
– Não podemos admitir sensacionalismo, ou divulgação de números imprecisos, que trazem enormes prejuízos à imagem do Brasil.
– Países estão interessados em nossas riquezas e biodiversidade. A Amazônia não pode ser entregue aqueles que destruíram suas florestas e agora querem se apoderar da nossa.
– O BRASIL está sob NOVA DIREÇÃO e isso incomoda aos TRAIDORES DA PÁTRIA.
– A AMAZÔNIA É NOSSA.
Duas horas depois, talvez logo após o jantar, Bolsonaro se lembrou de responder ao presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, também usuário do Twitter, que ontem o acusou de mentir sobre os médicos cubanos e o criticou pela submissão que devota por Donald Trump. Bolsonaro, então, escreveu:
– O ditador cubano recebia R$ 1 bilhão por ano do Brasil, pelo trabalho de 10 mil “profissionais” de saúde, que aqui viviam em condições análogas à escravidão.
– A mamata acabou, agora esses recursos serão utilizados para nossa Saúde no programa MÉDICOS PELO BRASIL.

– Vamos atuar de forma eficaz no combate ao desmatamento ilegal.