Aprovado projeto que cria o Plano Municipal da Primeira Infância

O projeto de lei que cria o Plano Municipal da Primeira Infância de Curitiba foi aprovado por unanimidade na sessão plenária desta quarta-feira (11) na véspera do Dia das Crianças.

A iniciativa é de autoria do vereador Dalton Borba (PDT), e estabelece as diretrizes das políticas públicas intersetoriais nas áreas da educação, assistência social e saúde, voltadas para crianças de 0 a 6 anos de idade. A elaboração do PMPI de Curitiba será válida por um período de 10 anos, com previsão de revisão a cada cinco anos, com a realização de uma conferência pública, conforme previsão legal.

Um dos principais problemas que atinge a primeira infância em Curitiba, na área da educação concentra-se na falta de vagas em creches. De acordo com o levantamento feito pela Defensoria Pública, em Curitiba são 12.885 crianças entre zero e três anos que aguardam uma vaga em Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) em 2022.  Na área da saúde há também fila de espera para consultas com neuropediatra, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde são aproximadamente 2,6 mil crianças aguardando agendamento com especialista para o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA), com um tempo médio de agendamento de mais de um ano.

Os princípios para a elaboração do Plano Municipal da Primeira Infância incluem diretrizes para criação de políticas públicas  para assegurar a eficácia e a efetividade das políticas públicas  para crianças de 0 a 6 anos, para sanar os problemas nas áreas da educação, saúde e assistência social. O Plano prevê o respeito à individualidade e à diversidade das crianças; a promoção da justiça social, da equidade e da inclusão; a destinação privilegiada de recursos aos programas e às ações para as crianças socialmente vulneráveis, e a capacitação plena dos profissionais que atuam direta e indiretamente com a primeira infância.

O vereador Dalton Borba destaca que o artigo 227 da Constituição Federal garante à criança e ao adolescente prioridade absoluta nos direitos “à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

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