Depois de quase três anos vagando pelos escaninhos do Tribunal de Justiça, finalmente foi “destrancada” uma ação movida contra advogados que, supostamente, agiram no litoral do estado para buscar indenizações em favor de pescadores prejudicados por despejos tóxicos nas baías de Paranaguá e Antonina. Os advogados foram acusados de, em conluio com funcionários de um cartório de Antonina, não repassar todos os valores devidos às vítimas.
Por conta destes fatos, o Ministério Público, por meio do Gaeco, abriu a Operação Barreado, e cinco advogado de um grande escritório de Curitiba foram indiciados, presos preventivamente e vinham sendo processados em primeira instância até que, em 2015, um habeas corpus trancou a ação. Só agora, em 2018, o juiz substituto da 2.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, Marcel Rotoli de Macedo, decidiu que eram incabíveis o habeas corpus e os embargos que se seguiram,
Com a decisão, o processo volta à primeira instância para prosseguimento. Claro que, após julgamento no juizado local, novos recursos subirão à instância superior, sem data para tudo ser concluído. O fato que deu origem a tudo – o vazamento de oleoduto da Petrobras – data da primeira década deste século.
A demora de quase três para julgamento de habeas corpus é um caso de recorde do TJ a ser incluído no Guiness.
