“Annus terribilis”: a prisão de Beto Richa

Dia 11 de setembro, um dia para ficar na história e para confirmar que 2018 foi mesmo o “annus terribilis” para Beto Richa e seu grupo. Nesta data, às seis da manhã, a polícia batia à porta do apartamento do ex-governador com um mandato de prisão contra ele e sua mulher, Fernanda.

A ação foi resultado da Operação Rádio Patrulha, deflagrada pelo Gaeco para investigar suspeitas de corrupção no programa Patrulhas do Campo, lançado em 2012, segundo ano do primeiro mandato de Richa.

No mesmo dia e hora, o Ministério Público Federal cumpria outras ordens de prisão como resultado da Operação Integração II, que ainda investiga crimes praticados na gestão do sistema de concessões rodoviárias do estado.

Ao todo, foram levados para cumprir prisões temporárias e preventivas, além do ex-governador e de sua mulher, também o irmão Pepe Richa, o ex-secretário Deonilson Roldo, o amigo-sócio Theodócio Jorge Atherino, além de empresários e dirigentes das pedageiras.

Richa pegou quatro dias no Regimento Coronel Dulcídio e foi solto, junto com a mulher e o irmão, graças a um salvo conduto concedido de maneira estranha pelo ministro Gilmar Mendes, do STF. Deonilson e Atherino continuam presos, um no complexo médico-penal de Pinhais, outro na Polícia Federal, sem prazo para sair.

Decretou-se, neste dia, o fim da carreira política de Beto Richa – ex-deputado, ex-prefeito de Curitiba por duas vezes e ex-governador por outras duas. Candidato a senador considerado eleito até poucos dias antes, Richa amargou a sexta colocação, conquistando magros 3,4% dos votos.

O ex-governador e demais presos nestas duas operações tornaram-se reus em ações que correm da 13.ª Vara Criminal de Curitiba e na 22.ª Vara Criminal Federal.

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