(por Ruth Bolognese) – A advogada Gleisi Hoffmann começou a militância política no PCdoB, o partido mais à esquerda já criado no Brasil, mudou para o PT e chegou a chefe da Casa Civil do Governo Dilma, o segundo cargo da República e o mais alto já ocupado por uma mulher paranaense na política.
Nos dias de glória, ela e o marido, ex-bancário de Londrina, Paulo Bernardo, eram o casal mais poderoso de Brasília e nessa condição, ajudaram a eleger até o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, PDT. Se não fosse um lava jato brasiliense despertar suspeitas de grandes lavagens de dinheiro público, poderiam ter ido muito mais além, conquistando o Palácio Iguaçu e até fatias imensas do governo Federal.
No contexto dos valores divulgados pela Lava Jato em termos de propinas e doações de campanhas por todo o País, R$ 1 milhão da Odebrecht para a campanha de Gleisi Hoffmann ao Senado em 2010 é micharia. Mas ela e o marido respondem, como tantos outros, pelo conjunto da obra, onde entram desvios de recursos até de aposentados.
Gleisi será julgada nesta terça-feira (19) pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, mais amena no trato com políticos envolvidos em irregularidades.
O poder de Gleisi Hoffmann hoje se concentra mais no desvelo com que se dedica a manter a imagem do ex-presidente Lula viva e apta a disputar a Presidência, do que como senadora (aguerrida) que sempre se mostrou em plenário. Por causa disso, o desfecho do destino de Gleisi e o marido poderá ser mais um golpe nas combalidas batalhas do PT.

Quer dizer que um milhãozinho é pouco, que pode, todo mundo tem um milhãozinho de propina pra ser candidato….
PS: ISSO É O QUE APARECEU…
Nem que fosse um real….