Saiu mais um Datafolha neste sábado (2). O instituto pesquisou uma série de cenários diferentes – com Lula e sem Lula; com Alckmin e sem Alckmin; com João Doria e sem João Doria; com Marina e sem Marina… e assim por diante.

Os índices dos candidatos principais até o momento – Lula e Bolsonaro – mantêm-se relativamente estáveis, dentro da margem erro, em relação às pesquisas anteriores relativas ao primeiro turno. Lula sempre lidera na faixa de 35 a 37%, enquanto Bolsonaro conserva a preferência entre 18 e 21%. Houve, nesta última sondagem, um leve crescimento do favoritismo de Lula em relação a Bolsonaro, mas longe de se aproximar de uma decisão em primeiro turno.

Salvo pelo caso de Marina Silva e Ciro Gomes, que crescem quando Lula não é incluído na pesquisa (17% para Marina e 12% para Ciro), em todos os demais cenários os candidatos situam-se praticamente a uma distância que a margem de erro explica.

Assim, candidatos como Geraldo Alckmin, João Doria, Ciro Gomes e até mesmo um hipotético Joaquim Barbosa, estão tecnicamente empatados com o senador paranaense Alvaro Dias, cuja performance no Datafolha varia entre 4% e 6%.

Alvaro Dias e o Datafolha

 

 

 

 

Então, a pergunta é: por que os grandes analistas da política nacional dificilmente colocam o nome de Alvaro Dias como participante efetivo do jogo eleitoral presidencial? Por que citam mais nomes inexpressivos e desconhecidos como Manuela D’Ávila (PCdoB) 2%, Paulo Rabello de Castro (PSC) 1%, Guilherme Boulos (sem partido) 1%, João Amoêdo (Partido Novo) 1%, cujos porcentuais estão bem abaixo dos de Alvaro Dias?

Alvaro Dias e o Datafolha

Quando incluído nos vários cenários montados pelo Datafolha, o senador paranaense coloca-se na quarta ou quinta posição, apesar de não ter o mesmo volume de exposição na mídia do que os demais candidatos do segundo pelotão (Alckmin, Doria, Ciro…).

Alvaro está consciente desta disparidade e não se aflige. Segundo ele, tem preferido fazer uma campanha discreta, buscando organizar seu partido (o Podemos) e multiplicando contatos com públicos e grupos mais segmentados, como associações de juízes e advogados, universidades, entidades empresariais etc. – públicos que ele considera de formadores de opinião e multiplicadores. É, conforme Alvaro, uma estratégia bem planejada, que vem colocando em prática já há alguns meses e que está dando resultados positivos, e à qual credita o crescimento (no conjunto ainda modesto) nas pesquisas.

Chegará o momento, afirma, que será fatal a percepção do público e da grande imprensa de que a polarização político-ideológica Lula-Bolsonaro não corresponde às aspirações nacionais e que a maioria dos demais candidatos não reúne ao mesmo tempo dois dos atributos que o eleitor procura: experiência administrativa e ficha limpa.