(por Ruth Bolognese) – Boa notícia vem do agronegócio, pra variar: a Cooperativa Agrária, de Entre Rios, em Guarapuava, comprou 80% da empresa uruguaia Rewir S.A, de Montevideu, corretora de grãos e cereais em toda a América Latina. Não se falou em cifras.
A Agrária atua em malte, farinhas, óleo, farelo e flakes. Com 600 cooperados fatura R$ 2,7 bilhões/ano.
O agronegócio vai tão bem no Paraná que desmente até mesmo o mantra da esquerda, aquele do avanço do capital estrangeiro sobre nossas riquezas. Nesse caso, nós somos os estrangeiros avançando sobre a riqueza dos outros.

Vamos ver se o agronegócio brasileiro vai buscar atender certificados de origem e de compliance, vamos ver se ao menos no Paraná os proprietários de grandes extensões vão reportar no car que estão sem reserva legal e sem app ali, bem ali no norte , no centro oeste e noroeste do Estado…pq ficamos blá blá blá blá blá somos recordistas disso e daquilo mas o agronegócio é onde temos muito trabalho escravo, é onde temos muita dúvida no INSS, temos muitos corruptores de políticos, temos muita irregularidades ambientais, onde temos Blairo Maggi e Osmar Serraglio, é onde temos carne fraca, e é onde temos uma baita articulação jamais vista para vestir o lobo em pele de cordeiro para evitar a precificação de carbono na carne e grãos, diga-me se, boi e soja, já que o ministério de ciência e tecnologia conseguiu medir que estes dois protagonistas do agronegócio nãos só são os maiores geradores de gases nocivos, mas também são os empreendimentos que mais desmatam e liberam carbono ora atmosfera. As cooperativas tem tudo para fazer diferença nos sistemas de produção, transporte e suply, e nesses casos, colocar o sustainability business model como vantagem competitiva na América latina. Boa sorte ! Responsabilidade.