A agonia do Evangélico (1)

O hospital Evangélico não consegue sair da UTI. Respira por aparelhos. Tudo porque a Justiça do Trabalho, que decretou a intervenção na instituição para salvá-la da insolvência e para garantir o pagamento do passivo trabalhista, está devagar demais. Nem os interventores nomeados conseguiram recuperar suas finanças, nem prepará-lo para o Plano B, que seria o leilão conjunto do hospital e da sua Faculdade de Medicina.

Decretada em 2015, a intervenção assistiu os problemas crescerem a ponto, hoje, de as dívidas ascenderem à casa dos R$ 700 milhões.

Um leilão deveria ter sido realizado em outubro passado. Havia pretendentes, mas o certame foi suspenso. Agora, a previsão é que ele se dê lá por abril ou maio do ano que vem.

Mas não se sabe se o hospital continuará aberto e funcionando até este Natal. Não há caixa para pagamento de salários, compra de insumos, manutenção básica dos equipamentos. A lavandeira foi fechada. As condições higiênicas estão se deteriorando e o risco de contaminações é enorme. Médicos, com exceção de alguns abnegados, continuam abandonando o hospital por duas razões simples: porque não há mais condições de trabalho e também porque não recebem seus honorários desde o início do ano.

A situação é dramática. E dramática também para a população, já que, apesar de tudo, o Evangélico é responsável pelo atendimento de 30% dos pacientes do SUS de Curitiba e região metropolitana.

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