O deputado Luiz Claudio Romanelli e o prefeito de Cambará, Neto Haggi, entraram com ação popular em que pedem a suspensão da cobrança de pedágio e o fechamento imediato da praça entre Cambará e Andirá, na BR-369, reaberta pela Econorte no último sábado, 1.º de junho. A ação foi protocolada nesta sexta-feira (6) na 6ª Vara Federal de Curitiba.
“A reabertura da praça de pedágio na BR-369 atenta contra a legalidade. A praça foi retirada do contrato quando foi substituída pela praça de Jacarezinho. Ela não existe mais desde o aditivo de 2002. Como é que se reativa algo que não existe no contrato de concessão?!”, indaga Romanelli.
Segundo Romanelli, além de ilegal a reabertura da praça é também absolutamente imoral. “É um privilégio que não faz sentido algum. A empresa – que cobrou a mais dos paranaenses, superfaturou obras e serviços – está sendo beneficiada com um novo ponto de cobrança. Lembro que ao transferir a praça para Jacarezinho a Econorte faturou quatro vezes mais. O povo paranaense já pagou pedágio de sobra”, salientou.
Uma viagem de ida e volta entre Cambará e Andirá, distantes apenas 19 quilômetros entre si, custa R$ 43,80 para usuário de um carro pequeno.
A praça entre Cambará e Andirá estava fechada há 16 anos e foi reaberta pela concessionária no dia 1º de junho de 2019. A medida foi tomada depois que a Justiça Federal determinou o fechamento da praça de Jacarezinho, no cruzamento da BR-153 e PR-092, por solicitação da Operação Integração da força tarefa da Lava Jato.
