Depois de ficar trancada desde 31 de janeiro por ordem do presidente do STJ, João Otávio de Noronha, a ação penal referente à Operação Rádio Patrulha volta a tramitar na 13.ª Vara Criminal de Curitiba, conforme decisão tomada esta tarde (23) pela Sexta Turma da corte.

O trancamento da ação foi requerida no início do ano pelos advogados do ex-governador Beto Richa, que alegavam cerceamento de defesa por não terem tido acesso prévio a depoimentos e perícias documentais às vésperas de o juiz Fernando Bardelli Fischer dar início a uma maratona de interrogatórios que havia marcado para se iniciar em 4 de fevereiro.

Estavam agendadas 62 audiências de oitiva de acusados e testemunhas, que se estenderiam até o início de março. A primeira delas previa a acareação de duas figuras-chave do processo – Beto Richa e o delator Toni Garcia.

A decisão do STJ de devolver o processo à normalidade obrigará a 9.ª Vara Criminal a reagendar as audiências.

Há 15 acusados, entre agentes públicos e empresários, de envolvimento num esquema de geração de propinas por meio de contratos supostamente fraudulentos entre o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e empresas de locação de máquinas para o programa Patrulhas do Campo, lançado no início do primeiro mandato de Beto Richa, e que se destinava à conservação de rodovias rurais.

Entre os envolvidos estão o ex-governador, seu irmão, o ex-secretário de Infraestrutura de Logística Pepe Richa, os ex-secretários Deonilson Roldo e Ezequias Moreira, o ex-diretor do DER Nelson Leal, o empresário Jorge Atherino e o primo-distante Luiz Abi Antoun.