A resistência contra Raquel Dodge

A movimentação de Raquel Dodge para permanecer no comando da PGR ampliou sobremaneira a rejeição de parte da categoria ao nome dela e a determinação do Congresso de, caso seja mesmo indicada, questionar minúcias dos compromissos que firmou com Jair Bolsonaro. Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, senadores avisam que, se for reconduzida pelo presidente, Dodge terá que dizer em sabatina que tipo de encaminhamento daria à investigação de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), hoje a cargo do Ministério Público do Rio.

Dodge é alvo de críticas dentro do Ministério Público Federal há tempos —o que levou uma ala da Procuradoria a isolá-la. O fato de ela ter voltado à lista de cotados para comandar a PGR ampliou a irritação. Seus adversários dizem que Bolsonaro pode abrir uma guerra no órgão se optar pela recondução.

Procuradores que resistem a um novo mandato de Dodgeafirmam que, a essa altura do campeonato, ela teria dificuldade até de montar nova equipe. Parte do time que a acompanha hoje já teria avisado que não está disposto a permanecer —e ao longo da gestão ela sofreu ao menos três importantes defecções.

A procuradora-geral, porém, tem a simpatia dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Supremo, Dias Toffoli, além da de Gilmar Mendes. Já outros integrantes da corte têm criticado o que chamam de “movimento ostensivo”.

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