A posse de Bolsonaro, hora a hora

A cerimônia de posse de Jair Bolsonaro na Presidência, em Brasília, começará oficialmente às 14h45 e incluirá uma série de rituais, desde a o desfile do cortejo presidencial até a assinatura do termo de posse e a troca de faixa presidencial – embora alguns aspectos tradicionais da posse talvez sejam alterados por conta de preocupações de Bolsonaro com sua segurança. A Esplanada dos Ministérios está fechada para carros desde 29 de dezembro.

Inicialmente, a previsão era de que a cerimônia fosse aberta com um culto ecumênico na Catedral Metropolitana de Brasília. Mas o culto foi excluído da programação oficial do evento, e pessoas próximas a Bolsonaro não confirmaram nenhuma participação dele em atos religiosos nesta terça, segundo informa a BBC.

A seguir, veja como será, hora a hora (em horário de Brasília), a sequência de eventos da posse:

14h45 – Desfile em carro até o Congresso

A posse começa com o desfile do cortejo presidencial (Jair Bolsonaro com sua mulher, Michelle, em um carro e o vice-presidente, general Hamilton Mourão, e sua mulher, Paula, em outro carro) nos 2 km que separam a Catedral Metropolitana de Brasília do Congresso Nacional.

Tradicionalmente, esse percurso é feito em carro aberto, no Rolls Royce conversível que pertence ao governo desde 1952. Mas é possível que Bolsonaro prefira, por segurança, desfilar em um carro fechado, afirmou à imprensa o general Augusto Heleno, futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional. Segundo Heleno, essa decisão será tomada pelo presidente eleito “em cima da hora”.

15h – Sessão solene no Plenário da Câmara dos Deputados

É no Congresso que Bolsonaro assinará o termo de posse e se tornará oficialmente o presidente da República.

Essa parte da cerimônia começa com o eleito sendo recebido pelos presidentes da Câmara e do Senado (Rodrigo Maia e Eunício Oliveira, respectivamente), e logo em seguida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Outros parlamentares e autoridades também devem estar presentes.

No Plenário da Câmara, Bolsonaro fará o juramento de compromisso à Constituição (“manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”) e um discurso.

A mudança de governo será declarada oficialmente por Eunício Oliveira (como presidente da Mesa do Congresso Nacional) com o primeiro-secretário da Mesa do Congresso fazendo a leitura do termo de posse.

A sessão no Congresso está prevista para acabar às 15h45.

16h10 – Rampa do Congresso

Na rampa do Congresso, haverá a execução do Hino Nacional brasileiro pela Banda do Batalhão da Guarda Presidencial, seguida por uma salva de 21 tiros de canhão e pela revista da tropa por parte de Bolsonaro (no papel de comandante-chefe das Forças Armadas).

Segundo a equipe de transição de governo, nesse momento haverá também uma participação da Esquadrilha da Fumaça, caso haja bom tempo.

16h25 – Rumo ao Planalto

Do Congresso, Bolsonaro seguirá em cortejo para o Palácio do Planalto, onde subirá a rampa e receberá a faixa presidencial das mãos de Michel Temer.

Lá, será feito também um pronunciamento oficial à nação, às 16h40.

Em seguida, Bolsonaro receberá os cumprimentos dos chefes de governo e de Estado estrangeiros e secretários de organismos internacionais que participarão da cerimônia e, no Salão Nobre do Palácio, dará posse oficialmente a seus 22 ministros.

A equipe governamental tirará uma foto oficial às 18h15 no Planalto.

Bolsonaro, então, descerá a rampa que subiu e seguirá para o Itamaraty, para a última etapa da cerimônia.

19h – Recepção no Itamaraty

O palácio do Ministério das Relações Exteriores sediará o jantar oferecido por Jair e Michelle Bolsonaro para as missões especiais estrangeiras e as altas autoridades da República.

A recepção deve terminar às 21h.

 

 

 

1 COMENTÁRIO

  1. O que não concordo é o tempo entre o fim da eleição e a assunção do cargo. Neste tempo o “defunto” acaba assombrando os vivos, tal como fez Temer ao conceder aumento ao STF, quase indultar condenados, aumentar despesas diversas . . . Eleito, no máximo 15 dias após assume e começam os trabalhos. O país agradeceria e muito.

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