A eleição dos rejeitados

Não há na história do país uma eleição decidida entre os candidatos mais rejeitados. Como os menos rejeitados figuram nos pelotões inferiores das pesquisas, o eleitor – mais do que em outras vezes – pode ser levado a votar no candidato “menos pior” entre os dois favoritos. Vão decidir por um para evitar o outro – mesmo que também não simpatize com ele ou que preferisse outro qualquer que melhor combinasse com suas próprias convicções.

Segundo a pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (5), Bolsonaro (PSL) e Haddad (PT) chegariam ao segundo turno com percentuais maiores de rejeição do que de votos. O candidato do PSL aparece com 35% das intenções de voto e 45% de rejeição. Haddad tem 22% das intenções de voto e 40% de rejeição.

No campo dos que querem garantir a derrota de Bolsonaro ou de Haddad para viabilizar a vitória de um outro político que não personifique a atual polarização – o discurso do voto útil tem sido usado, principalmente, para defender a ida de Ciro Gomes (PDT) ao segundo turno. Mas Ciro aparece na mesma pesquisa com apenas 11% de intenção de votos, o que torna improvável que venha a se habilitar para disputar no segundo turno. Mas, no mínimo, pode evitar que o líder Bolsonaro seja eleito já no primeiro.

Se o imponderável ocorrer – isto é, se a votação de Ciro Gomes ultrapassar a do petista Fernando Haddad, o ex-governador cearense é o que apresenta maior chance de derrotar Bolsonaro no segundo turno.

1 COMENTÁRIO

  1. Pode ser, mas penso que a resposta é distinta. Os que tem rejeição menor são porque são nanicos, cartas fora do baralho, então o eleitor sequer lhes dedica rejeição. Apenas indiferença.

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