O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu que o PSDB desembarque do governo Michel Temer até dezembro sob pena de ser confundido com a cúpula peemedebista e virar mero coadjuvante nas eleições de 2018. Em artigo publicado neste domingo, FHC diz que o partido pagará preço alto por ter se aliado a Temer e pelas acusações contra algumas de suas principais lideranças, sem citar o nome de Aécio Neves.
“Nem o PT se livrará dos muitos malfeitos que cometeu e das ilusões que enterrou, nem o PMDB sacudirá a poeira de haver feito parte não só da onda petista, como de seus descaminhos, nem o PSDB deixará de pagar por ter dado a mão ao governo Temer e de tê-la chamuscada por inquéritos”, escreveu.
Na avaliação do ex-presidente, o PSDB pode apresentar um nome competitivo para 2018, mas antes precisa passar a limpo seu passado recente e renovar sua alma para não ser confundido com o “peemedebismo”.
“Deveria prosseguir no mea culpa apresentado na televisão sob os auspícios de Tasso Jereissati, sem deixar de dar a consideração a quem quase o levou à Presidência. É hora de decidir, e não de se estiolar em ‘não decisões’. É hora também de juntar as facções internas e centrar fogo nos adversários externos”, defendeu.
