O deputado federal Sargento Fahur (PSD), o mais votado no Paraná na eleição do ano passado, usou linguagem nada parlamentar ao pregar a velha máxima que diz que “bandido bom é bandido morto”. O plenário da Câmara ouviu um discurso entremeado de palavrões e provocações – talvez inédito pela virulência na história do parlamento.

Membro da “bancada da bala”do Paraná, Fahur se referiu ao recente confronto em São Paulo em que 12 suspeitos foram mortos pela polícia, e elogiou: “Enfiou bala no rabo de um vagabundo. Essas porcarias que criticam quando mandam vagabundo para o inferno. Mandaram mais 12 para o inferno, equipe da Rota e batalhão de área, e parabenizo o governador Dória e o presidente Bolsonaro que parabenizaram esses policiais.”

Confessou que, como policial, “já arrebentei muito desses vagabundos no cacete e na bala”. Mereceria prisão perpétua, mas “tá cagando e andando pra PCC, pra Família do Norte e que o diabo os carregue”.

Em seguida: “Vieram uns trouxas [sic] condenar as autoridades, ‘ah não mais foi feito nenhum inquérito!’ Que inquérito? Precisa saber [de inquérito] se o vagabundo está com fuzil assaltando?”, questionou, concluindo com um louvor a Deus.

Depois, completou o discurso nas redes sociais: “Bandido bom é bandido no colo do capiroto”, disse.