Zanin expõe crise na equipe de defesa de Lula

O advogado Cristiano Zanin, o mais notório membro da equipe de advogados de Lula, informou na noite desta segunda-feira (25) ao conselho político da presidência do PT que abriu mão do pedido de prisão domiciliar em recurso ao STF porque “o ex-presidente Lula quer demonstrar sua inocência plenamente”.

Zanin confessou à direção do PT que há divergências entre os integrantes da equipe de defesa sobre o pedido de prisão domiciliar. A frase foi interpretada por integrantes do conselho como um sinal claro de divisão entre os defensores de Lula.

A cúpula do PT quer saber se a decisão partiu do próprio Lula ou foi iniciativa dos advogados. Lideranças do partido criticam a maneira como Zanin conduziu a defesa do ex-presidente até a condenação na segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) e questionam se Lula deu a ordem  para que o pedido de prisão domiciliar fosse retirado do memorial do recurso. Segundo fontes próximas ao ex-presidente, Lula não manifestou interesse pela prisão domiciliar, mas também não disse que é contra o pedido.

A decisão do ministro do Edson Fachin, que decidiu submeter ao plenário da Corte o recurso da defesa do ex-presidente para que o pedido de liberdade do petista seja analisado pelo tribunal, foi mais um banho de água fria nos setores do PT que insistem na estratégia de manter o nome do ex-presidente como pré-candidato à Presidência nas eleições 2018, apesar das circunstâncias desfavoráveis ao petista.

A posição do partido impede as conversas sobre o plano “B” e até mesmo de possíveis candidatos a vice na legenda. Depois que a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, foram absolvidos pela 2.ª Turma na semana passada, os petistas voltaram a ter esperanças de que Lula pudesse ser libertado a tempo de entrar na campanha eleitoral. (com informações do Estadão)

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