O Contraponto deu em primeira mão na noite de ontem (17 a exoneração do filho do governador Beto Richa, o jovem Marcelo, do cargo de secretário municipal de Esporte e Lazer. Ilações começaram a surgir aos montes, incluindo algumas de fontes oficiais. O caro leitor pode escolher qualquer uma das listadas abaixo como a mais verossímil:

- O afastamento é temporário, para tratar de assuntos pessoais, segundo asseguram fontes da prefeitura. Deve voltar ao cargo dia 21 próximo;
- O decreto de exoneração foi assinado dia 10 pelo prefeito Rafael Greca, mas só foi publicado no Diário Oficial de 17. É na data da publicação que o ato começa a valer. Sai dia 17 para voltar dia 21? Precisa ser exonerado?
- A exoneração teria sido mais um episódio de um suposto desentendimento entre a MinhaMargarita e a primeira-dama Fernanda Richa, mãe de Marcelo. Por conta da (suposta, repetimos) pendenga entre as duas poderosas senhoras, na semana passada caiu a presidente da Fundação de Ação Social (FAS), Larissa Tissot;
- Correu a versão de que Marcelo Richa aproveitaria o tempo fora da secretaria para uma curta viagem ao exterior. Não se tem conhecimento de que outros secretários, que também viajaram sem direito a férias e para gozo pessoal/familiar, tenham precisado pedir exoneração;
- Outra fonte bem informada garante que Marcelo não volta ao cargo porque, ao contrário do planejado, não poderá se candidatar a deputado estadual, pois o pai, governador, cumprirá o mandato até o fim. A lei eleitoral veda candidatura de parentes se o governador permanecer governador. Nesse caso, especula a mesma fonte, Beto Richa já teria mesmo desistido de renunciar em abril do ano que vem para ser candidato a senador;
- Se não puder ser candidato, valeria a pena Marcelo continuar secretário de Greca e se contaminar com o desgaste do prefeito?
- Se for mesmo definitiva a exoneração de Marcelo, seria um sinal de que os bofes entre Greca e Richa esquentaram?
Talvez seja melhor não cravar em nenhuma destas alternativas. Espere dia 21 chegar para conferir.
