O vereador Alex Chaves (PHS), de Maringá, pretendia criar o Dia Municipal do Pobre, mas a proposta morreu no berço – rendeu tanta polêmica que o próprio autor desistiu da cruzada e pediu o arquivamento do projeto. O objetivo, segundo Chaves, era promover o debate sobre políticas públicas e o combate às desigualdades. Insistente, prometeu apresentar o mesmo projeto mas com outro nome, Dia de Combate à Desigualdade ou Dia de Inclusão, segundo informa o jornal Maringá Post.
Chaves até tentou reagir às críticas ao lembrar que “existe um ditado, que acho muito interessante, que diz que a pessoa era tão pobre, mas tão pobre, que a única coisa que ela tinha era dinheiro. Então, às vezes a pessoa é pobre de espírito, tem outras coisas dentro dela que acabam a tornando pobre também”, afirmou.
O vereador afirmou que o projeto apresentado foi inspirado no Dia Mundial dos Pobres instituído pelo Papa Francisco em 2016 para promover entre os católicos reflexões sobre a pobreza e a desigualdade. Neste ano, a Igreja Católica celebra a data no dia 17 de novembro. O objetivo era fazer com que Maringá se juntasse à Igreja nas ações realizadas no dia.

Eleger pessoas do legislativo só para ficar criando dias comemorativos é para acabar.
Onde já se viu criar o dia do pobre, temos primeiro que criar o dia do rico.