Traiano não me representa, diz Richa

Gente próxima ao ministro da Saúde, Ricardo Barros, informa: ele ficou profundamente irritado com o que disse outro dia o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano, segundo o qual o Beto Richa teria condicionado sua decisão de cumprir ou não seu mandato de governador até o fim a um acordo de união entre a vice-governadora Cida Borghetti e o deputado Ratinho Jr., ambos candidatos ao governo estadual.

Barros interpretou a afirmação de Traiano como um “convite” para que um dos dois renunciasse às suas pretensões e “em política não há nada mais ofensivo do que alguém pedir que outro renuncie”.

Em entrevista a uma rádio do interior, Traiano externou a suposta posição de Richa de que não quer ver seu grupo político desunido, com dois candidatos disputando o mesmo cargo. Se Cida e Ratinho Jr. mantiverem suas candidaturas, Richa preferiria manter-se no Palácio Iguaçu para ele próprio comandar a sucessão.

Ora, manter-se no cargo significa impedir que a vice Cida Borghetti assuma o governo a partir de abril no lugar de Beto, que sairia para concorrer ao Senado. A sugestão soou como uma tentativa de golpe de Richa contra a candidatura de Cida ao Palácio Iguaçu – algo que levou Ricardo Barros a pedir explicações ao próprio governador Beto Richa.

Richa negou que houvesse pensado nesta hipótese e afirmou que Traiano agiu por conta própria, sem consulta prévia. Traiano não fala por ele.

Diante disso, Ricardo Barros sentiu-se mais à vontade para não dar crédito às afirmações de Traiano e seguir em frente na montagem de uma grande aliança partidária de apoio à candidatura da mulher, Cida. Agora com mais ânimo.

 

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