A Operação Trapaça, decorrente da operação-mãe Carne Fraca, identificou problemas na unidade da BRF de Carambeí, região dos Campos Gerais. A BRF foi quem comprou a tradicional marca e instalações da paranaense Batavo – nome de prestígio que durante décadas foi sinônimo de qualidade, mas com mercado limitado praticamente ao Paraná e estados vizinhos.

E é de Maringá o Laboratório São Camilo, um dos que são suspeitos de adulterar análises sobre a presença de bactérias nas carnes produzidas por unidades paranaenses suspeitas de fazer a trapaça, a pedido da própria BRF, conforme demonstram trocas de e-mails entre diretores da empresa e laboratórios. Laudos já prontos que identificavam contaminações eram substituídos por outros que atestavam a boa sanidade dos produtos.