TJ do Rio quebra sigilo de Flávio Bolsonaro

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) autorizou a quebra de sigilo do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, e do ex-policial militar Fabrício Queiroz. O pedido foi feito pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, autorizado em 24 de abril de 2019 e mantido em sigilo até este momento, segundo noticia O Globo.

Além do afastamento de sigilo de Flávio e seu ex-assessor Queiroz, também terão suas informações bancárias averiguadas a mulher de Flávio, Fernanda Bolsonaro, a empresa de ambos, Bolsotini Chocolates e Café Ltda, as duas filhas de Queiroz, Nathalia e Evelyn, e a mulher do ex-assessor, Marcia.

A quebra de sigilo bancário foi autorizada no período que vai de janeiro de 2007 a dezembro de 2018. A Justiça também autorizou a quebra do sigilo fiscal dos investigados, entre 2008 e 2018. A decisão é de autoria do juiz Flávio Nicolau, que afirmou, no documento, que o afastamento é “importante para a instrução do procedimento investigatório criminal” instaurado contra os investigados.

A quebra se estende não só a Flavio, Queiroz e seus respectivos familiares e empresa, mas também a outros 88 ex-funcionários do gabinete, seus familiares e empresas relacionadas a eles. Entre eles também estão Danielle Nóbrega e Raimunda Magalhães, irmã e mãe do ex-PM Adriano Magalhães da Nóbrega, tido pelo Ministério Público do Rio como o homem-forte do Escritório do Crime, organização de milicianos suspeita de envolvimento no assassinato de Marielle Franco. O ex-policial, hoje foragido, é acusado há mais de uma década por envolvimento em homicídios.

 

4 COMENTÁRIOS

  1. Nisso que deu o guru lá da Virginia sair distribuindo ofensas aos militares que compõem o governo e, afinal, ajudaram a eleger o Bolsonaro. E este oferecendo jantar e condecoração pro Olavo, ao invés de se afastar dele. Pelo jeito acabou a paciência. Acho que agora vai chumbo grosso pra cima dos membros da “famiglia”. Levantaram pra “seis” e escutaram um “nove”. Na minha opinião, vão todos correr pro baralho em breve. A conferir.

  2. Vejam só que ironia, o Queiroz pagou uma dívida com o presidente usando dinheiro desviado da ALERJ, acho que o Capitão deveria devolver o dinheiro para a Assembléia do RJ. Afinal quem combate a corrupção não deve embolsar dinheiro público!!!

  3. 01 seguindo a tradição dos 01, tipo rucha e aecio descendo a ladeira procurando virar um 00;

    “Jornal GGN – Pego no caso Queiroz, Flávio Bolsonaro abraçou o discurso de que a investigação é ilegal e que está sendo perseguido pelo Ministério Público. Para endossar a narrativa, dá versões falsas sobre os fatos. Começando por um extrato bancário que ele afirma que foi vazado para a imprensa.

    Ao contrário do que diz, Flávio não teve extrato bancário levantado ou divulgado para a sociedade na televisão. Quando ele fala em “extrato bancário”, está se referindo ao relátio do Coaf, órgão que descobriu que seu antigo homem de confiança, Fabrício Queiroz, movimentou 7 milhões em 3 anos sem ter renda nem patrimônio para isso.

    O documento do Coaf, sim, apareceu na TV algumas vezes desde que foi revelado pela TV Globo em janeiro. Nele consta que Flávio foi beneficiado com 48 depósitos sequenciais de R$ 2 mil em espécie, num intervalo de cerca de 1 mês.

    Flávio está errado ao dizer que é um extrato bancário, e ao afirmar que os dados foram obtidos de maneira ilegal, sem autorização da Justiça. Mas o erro serve à sua defesa pública.

    O fato é que o Coaf não precisava de ordem judicial para ter acessos às informações que levaram o hoje senador a ser investigado. Esse entendimento já foi reafirmado pelos tribunais que rejeitaram as duas tentativas de trancar o inquérito.

    Sobre os depósitos, Flávio tentou justificá-los afirmando que são pagamentos que ele recebeu pela venda de um imóvel a um atleta. Folha diz que as informações do senador não batem precisamente com as movimentações e informações de cartório.

    Quando fala à imprensa sobre isso, chama de “dois quitinetes”. Certo é que um dos “quitinetes” de Flávio custou R$ 1 milhão, que ele quitou junto à Caixa com o pagamento de um título bancário neste valor.

    Na semana passada, notas em colunas políticas registraram que o Ministério Público, em breve, vai pedir a quebra de sigilo bancário e fiscal de Flávio.

    Ele é alvo do mesmo inquérito em que é investigado o ex-assessor Fabrício Queiroz.

    A família Bolsonaro foi objeto do escândalo ainda no final de 2018, quando a Folha revelou a suspeita de esquema de rachadinha (recolhimento de parte do salários dos assessores para fins desconhecidos) no gabinete de Flávio, nos anos em que foi deputado no Rio.

    Entre os beneficiários da conta de Queiroz está Michelle Bolsonaro, com um cheque de R$ 24 mil. O presidente Jair Bolsonaro afirma que o valor diz respeito a um empréstimo que fez a Queiroz. Críticos, contudo, questionam por que Queiroz, que movimentou R$ 7 milhões em 3 anos, precisou de R$ 40 mil emprestados do presidente.”

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