Testemunhas de defesa da vereadora Professora Angela depõem na Câmara

Na tarde de quarta-feira (1º), a Comissão Processante criada pela Câmara Municipal de Curitiba (CMC) começou a oitiva das testemunhas arroladas pela defesa da vereadora Professora Angela (PSOL). Em razão de denúncia formalizada por Da Costa (União) e Bruno Secco (PMB), que viram apologia ao uso de drogas na distribuição de uma cartilha de Redução de Danos durante uma audiência pública realizada pelo mandato, a parlamentar se tornou objeto de um Processo Ético-Disciplinar (PED) na CMC, que apura se houve, ou não, quebra de decoro parlamentar. A CP é formada por Renan Ceschin (Pode), presidente, Olimpio Araujo Junior (PL), relator, e Zezinho Sabará (PSD).

A sessão desta quarta-feira foi a segunda para tomada de depoimentos, pois as oitivas começaram com os testemunhos dos denunciantes, na semana passada, dia 26 de setembro, quando Bruno Secco reiterou os termos da denúncia, associando a cartilha ao consumo de drogas, e Da Costa afirmou que a distribuição da cartilha gerou repercussão negativa para a Câmara de Curitiba. Ambos insistiram que o material impresso distribuído pelo mandato não se limitava a reduzir danos, mas sugeriam uma iniciação consciente ao uso.
Professora Angela nega as acusações e, em sua defesa prévia, alega que a política de redução de danos é legítima, sem configurar crime ou quebra de decoro, e que não houve qualquer incitação ao crime, tampouco apologia a condutas ilegais, apenas a difusão de informação preventiva. Ela é defendida no caso pelos advogados Juliano Pietczak e Guilherme Gonçalves.

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