Os dois suplentes do senador eleito Deltan Dallagnol (Novo), Wilson Picler (foto) e Markenson Marques dos Santos, estão entre os dez eleitos mais ricos do Brasil, segundo um levantamento feito pela Folha de S. Paulo com dados fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dez nomes do topo da tabela têm ativos declarados que variam de R$ 79 milhões a R$ 678 milhões. Em média, superam os R$ 300 milhões.
Wilson Picler (PL-PR) aparece na terceira posição, com R$ 478,7 milhões informados. Escolhido como suplente ao Senado, fundou o Grupo Educacional Uninter, referência no ensino superior e na modalidade EAD (Ensino a Distância). O empresário paranaense também já atuou na Câmara dos Deputados em legislaturas anteriores.
Markenson Marques dos Santos (Novo-PR) figura no sexto posto com R$ 184,3 milhões. Segundo suplente ao Senado, também atua no setor de logística, além de empreender no ramo imobiliário. Ele é um dos estreantes do grupo.
Os mais ricos
Luiz Osvaldo Pastore (PL-TO) lidera o ranking geral ao declarar R$ 677,7 milhões. O suplente de senador construiu sua fortuna à frente de uma gigante do ramo industrial de transformação de metais como cobre e alumínio. O empresário também mantém investimentos no mercado financeiro e já exerceu mandato na Casa Alta do Congresso Nacional.
O governador reeleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), ocupa o segundo lugar dos milionários, com R$ 575,7 milhões. É também o chefe do Executivo estadual mais rico. Acumula patrimônio vindo da produção de grãos. O produtor rural possui longa carreira pública em seu estado: além de ter sido prefeito de Lucas do Rio Verde por três vezes, foi deputado estadual e vice-governador.
Odilio Balbinotti Filho (PL-MT), que nasceu em Santo Antônio da Platina, no Paraná, surge em quarto lugar ao registrar R$ 359,7 milhões. O suplente de senador preside uma empresa líder nacional na tecnologia de melhoramento genético de soja. Ele integra a ala de nomes oriundos exclusivamente do setor privado que disputaram vagas no pleito de 2026.
Parlamentar com maior patrimônio declarado entre os eleitos, o deputado estadual Vittorio Medioli (PL-MG) aparece na quinta colocação, com R$ 356,8 milhões. Ele é criador de um conglomerado de logística, transporte de veículos, siderurgia e comunicação. Sua trajetória política inclui três mandatos na Câmara Federal e a Prefeitura de Betim.
Ulisses Gonçalves (PL-MA) ocupa o sétimo degrau com R$ 155,5 milhões. Eleito deputado estadual, possui raízes no agronegócio maranhense, com foco na pecuária extensiva e no manejo de fazendas. O produtor também integra o grupo de recém-chegados à vida pública.
Na oitava posição, Jadyel Silva Alencar (Republicanos-PI) declarou R$ 107,1 milhões. O deputado federal reeleito construiu seu patrimônio na distribuição de insumos farmacêuticos e alimentos no Nordeste.
Penúltimo entre os dez mais ricos, Rodrigo Oliveira (MDB-CE) acumula R$ 78,7 milhões. Segundo suplente de senador, o engenheiro atua nos ramos de tecnologia, equipamentos eletrônicos e projetos imobiliários, em seu primeiro mandato.
Duda Brito Ramos (Podemos-RR) fecha o grupo dos dez mais ricos ao declarar R$ 78,5 milhões. O deputado federal exerce atividades no mercado de engenharia, construções e serviços de gestão ambiental. O parlamentar mantém atuação política na região Norte.
Entre os chefes do Executivo estadual eleitos, nenhum chega perto da fortuna de Pivetta. O segundo governador mais rico da lista é Eduardo Riedel (PP), eleito para comandar Mato Grosso do Sul, com R$ 16,1 milhões declarados. Biólogo e produtor rural, Riedel construiu sua riqueza no setor agropecuário.
Na sequência aparece Daniel Vilela (MDB-GO), que informou R$ 5,6 milhões à Justiça Eleitora. O governante goiano tem formação em administração e carreira política consolidada no Centro-Oeste.
Fecha esse grupo de líderes estaduais milionários o médico Daniel Santos (Podemos-PA). O eleito no Pará tem R$ 4,8 milhões em bens e possui histórico no setor de saúde e na Prefeitura de Ananindeua.(Da Folha de S. Paulo).
