Richa: o governo que não acabou

(por Ruth Bolognese) – Oficialmente, Beto Richa entrega o governo no próximo dia 6 e vai cuidar da vida. Na prática, Beto Richa lançou tantas pedras fundamentais para duplicar estradas, construir usinas e hospitais, parques e viadutos e até uma ferrovia de 1 mil quilômetros entre o Paraná e o Mato Grosso que, para concluir tudo isso, teria que governar o Paraná até 2068. E olhá lá.

Por essa época, e com as obras lançadas agora, já concluídas, o governador estaria, então, com a venerável idade de 103 anos. E a maioria de nós, Mortinha da Silva.

Mas antes de acabar o governo, de vez, o governador Beto Richa tem a responsabilidade de explicar os diversos escândalos e irregularidades amplamente divulgados nas operações filhotes da Lava Jato, como Publicano (Receita Estadual), Quadro Negro (desvio de recursos das escolas) ou Integração (pedágio, DER & cia).

No caso das Operações, tudo se complica. A Quadro Negro, por exemplo, depois de quase 3 anos de investigações, o Ministério Público Estadual ainda não achou uma data factível para o governador se explicar. E não há previsão nenhuma de que será chamado, algum dia, pelo procurador-geral, Ivonei Sfoggia, escolhido e abençoado pelo Palácio Iguaçu. Mais 50 anos de averiguações.

Melhor deixar ir sem terminar o governo. Vai, Beto, vai!

1 COMENTÁRIO

  1. Quanto às realizações, pensou pequeno. Poderia ter criado por exemplo a Paranuclear, visando colocar o estado na dianteira da produção de energia por usinas nucleares. E por que não a ParanaSpace, visando a conquista do espaço com astronaves produzidas aqui. E faltou propor também a instalação de teleféricos até os picos do Marumbi e Paraná. Ou ainda um trem bala ligando Curitiba com as nossas praias em vinte minutos. Esse rapaz está precisando se assessorar melhor.

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