Durante a sessão plenária dessa terça-feira (30), na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), o deputado estadual Renato Freitas (PT) anunciou que irá protocolar pedido de cassação do mandato do deputado Ricardo Arruda (PL). É que o Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou o parlamentar por enriquecimento ilícito devido a um suposto esquema de “rachadinha” e cobra a devolução de R$ 1.045.170,80, quantia que teria sido desviada.
Uma ação de improbidade administrativa foi proposta pelo MP no último dia 11 de setembro. Segundo a denúncia do MP, Arruda utilizava cartões de crédito adicionais em nome de assessores da Assembleia Legislativa, incluindo servidores da Corregedoria, enquanto ocupava o cargo de corregedor.
Os valores teriam sido destinados a despesas pessoais, como viagens internacionais, hospedagens em hotéis e até o pagamento da fatura do cartão de crédito da esposa do deputado. O esquema foi revelado em delação premiada de um ex-chefe de gabinete.
Em maio deste ano, ele foi denunciado pelo Ministério Público em uma investigação sobre desvio de dinheiro público, tráfico de influência e associação criminosa. O MP aponta que o parlamentar recebeu cerca de R$ 500 mil em troca de favores.
Defesa
Na mesma sessão, Ricardo Arruda disse que “seria uma perda de tempo responder a Renato Freitas”, citando boletins de ocorrência do petista registrados na Polícia Civil.
O parlamentar do PL afirmou ser vítima de uma perseguição política, por parte de um procurador do MP, e que a denúncia é infundada e que isso ele vai provar na Justiça. Destacou que “investigação não é crime” e que a ação não o preocupa em nada. Citou ainda que tem uma longa e próspera vida no mercado financeiro de São Paulo que lhe rendeu um patrimônio declarado de mais de R$ 70 milhões.
