O governador Ratinho Junior (PSD) vistoriou nesta terça-feira (3) as obras do novo planetário do Parque da Ciência Newton Freire Maia, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Com 58% dos serviços executados, a estrutura será a mais moderna da América Latina e contará com tecnologia alemã em seu sistema de projeção, prevista para chegar ao Brasil nos próximos dias.
“Será o maior complexo da América Latina e com o equipamento mais moderno do continente. Com esse projeto, traremos mais oportunidades para os nossos jovens estudantes, não só os da rede pública, mas também os da rede privada, além dos turistas. O pai ou a mãe que quiser vir com o filho, com a família, para conhecer o que é um planetário, vai ter essa oportunidade. Será um instrumento educacional e, ao mesmo tempo, turístico”, afirmou Ratinho Junior.
“Vai proporcionar uma grande experiência para os nossos alunos, além de um impacto positivo na vida dos jovens que têm a oportunidade de conhecer um planetário dessa magnitude. São poucos os países do mundo que conseguem ter um complexo como esse. Nos próximos meses, ele será entregue à população dentro desse projeto que realizamos ao longo da nossa gestão: entregar para os nossos alunos a melhor educação do Brasil com equipamentos que também são referências no mundo”, acrescentou o governador.
Fabricado pela Zeiss para o novo planetário, a tecnologia de projeção está prevista para chegar ao Porto de Paranaguá, no Litoral, no dia 7 de novembro e passará pelos trâmites aduaneiros até ser transportada para o Parque da Ciência. A empresa alemã é pioneira no desenvolvimento de sistemas para planetários, sendo referência mundial no setor. O sistema de projeção foi adquirido por € 5,16 milhões (o equivalente a R$ 31 milhões na época da compra) e sua instalação deve ser iniciada logo que ele chegar até o local das obras.
O planetário terá uma cúpula de 18 metros de diâmetro e 508 metros quadrados de superfície de projeção, equipado com o sistema híbrido Asterion Premium + VELVET LED. A solução combina um projetor óptico-mecânico central com 11 projetores digitais distribuídos ao redor da cúpula.
O Asterion Premium é capaz de simular cerca de nove mil estrelas observáveis a olho nu em condições ideais de céu, reproduzindo cores e brilhos, além da Via Láctea, Lua, planetas e diferentes movimentos e referências astronômicas. Já os 11 projetores VELVET LED permitirão exibir uma única imagem em formato fulldome, cobrindo toda a cúpula e possibilitando o uso de animações, vídeos e conteúdos de diferentes áreas do conhecimento.
Sustentabilidade
Outro diferencial do planetário paranaense é a sustentabilidade. A edificação usa madeira engenheirada, técnica construtiva que utiliza camadas de madeira coladas sob alta pressão para formar peças de grande resistência e estabilidade. O método permite maior eficiência estrutural e redução na geração de resíduos, em comparação a sistemas tradicionais de concreto ou aço.
A obra inclui cúpula de projeção imersiva, auditório, salas expositivas, ambientes pedagógicos e administrativos, áreas de apoio e serviços ao visitante, totalizando mais de 4,5 mil metros quadrados de área construída. O projeto também contempla a revitalização e o paisagismo da trilha do Rio Canguiri, localizada nas dependências do Parque da Ciência.
A fundação e a terraplanagem já foram finalizadas, enquanto a estrutura de concreto e alvenaria estão 98% concluídas. Também avançaram a divisão interna das salas, as instalações hidráulicas, sanitárias e elétricas, além dos serviços de drenagem, calçamento e demais adequações na área externa. Em relação a estrutura de madeira engenheirada, mais de 75% já foi finalizada.
Os trabalhos são executados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Educação (Seed). O investimento é feito pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), por meio do Fundo Paraná, e representa um montante de R$ 46,5 milhões. (AEN; Foto: Ari Dias/AEN).
