(por Ruth Bolognese) – Mesmo antes de assumir o governo, Ratinho Jr começa a indicar o “modus operandi” da relação com a imprensa e com notícias que simplesmente não interessam: transforma tudo em fake news, como se pode observar ao lado.
A informação sobre a escolha da nova direção do Porto de Paranaguá, por exemplo, publicada por este Contraponto a partir de revelação de fontes confiáveis, não agradou o novo governador. Talvez porque o vazamento aconteceu antes da hora, o que gera rebuliço interno entre a equipe e interessados que sonhavam entrar no baile. O melhor, então, é classificar a notícia como fake: ataca-se o jornalismo para aplacar os incômodos intestinos.
É um péssimo começo. O governador eleito é dono de emissoras de rádio e TV no Paraná, um homem de comunicação, portanto. Conta com seu império pessoal de mídia e todo o aparato oficial para consolidar a ideia do pensamento único – e por pensamento único se compreende tudo o que for a favor do governo deve ser divulgado e contra, desacreditado.
Para o governo Ratinho Jr e todo o staff, é mamão com açúcar. Para os paranaenses, é um caminho em direção a informações de um lado só, o do governo, e à manipulação de dados, fatos, atos e a tudo o que mais vier.
E pode ser uma faca de dois gumes: num primeiro momento consolida-se a fantasia do governo perfeito, empreendedor, realizador e o secretário de Comunicação de plantão vira o gênio da raça. Num segundo momento, e porque ninguém engana todo mundo todo o tempo, o próprio governo vai se ressentir da falta de informação correta em suas próprias entranhas. Tentativas de desacreditar jornalistas e suas fontes nunca acabam bem.
Vale o eterno dito do uso do cachimbo que faz a boca…

O problema maior é quem está do outro lado do balcão, não é mesmo cobra peçonhenta ?
Vcs deveriam rever as fontes. Talvez aquele deputado que sempre tinha informações tão precisas esteja sendo testado. Já foi reprovado no primeiro teste de confiança pelo futuro governador.kkkkk. Já ganhou o apelido de fofoquinha!