O delator Eduardo Lopes de Souza, dono da Construtora Valor e um dos principais protagonistas investigados pela Operação Quadro Negro, contou ao Ministério Público Federal que ele e o diretor da Educação Maurício Fanini tiveram medo de ser descobertos quando da entrega de propinas na própria sala ocupada por Fanini. Como as quantias começaram a ficar muito altas, pensaram numa alternativa mais segura: Lopes passou a entregar o dinheiro em caixas de vinho. Ele diz que, das 12 garrafas, tirava 10 e preenchia o espaço aberto com o dinheiro. As duas garrafas que sobravam serviam para fazer barulho, quando alguém as pegasse. Com isso, não levantariam suspeitas.
