Professores lembram os dez anos do Massacre do Centro Cívico, em Curitiba

Professores, funcionários de escola, estudantes e servidores de outras carreiras do serviço público estadual realizaram uma manifestação nesta terça-feira (29), em Curitiba, para fazer memória dos dez anos do Massacre do Centro Cívico. O ato, que reuniu trabalhadores de todas as regiões do Paraná.
A mobilização teve início por volta das 9h, na Praça Tiradentes, com discursos de autoridades dos legislativos estadual e municipal e de lideranças comunitárias. Após a fala de líderes religiosos de diferentes crenças, a organização da manifestação promoveu uma mística com fumaça branca. O ato lembrava os momentos de terror vivenciados em 29 de abril de 2015, quando a Polícia Militar lançou bombas de gás e balas de borracha contra os servidores. Na sequência, saíram em caminhada até o Centro Cívico.
Com bandeiras e gritos de ordem, os trabalhadores pararam o trânsito e tomaram as avenidas. Uma faixa com os dizeres ““29 DE ABRIL NUNCA MAIS” abria caminho para os mais de 10 mil que seguiam atrás empunhando cartazes com frases que deram o tom do protesto. Aposentados pediam o fim da taxação previdenciária.

Negociações
No início da tarde, uma comissão com representantes da APP-Sindicato e do FES foi recebida pelo presidente da Assembleia Legislativa (Alep), deputado Alexandre Curi (PSD), pelo líder do governo, deputado Hussein Bakri (PSD), e pelo deputado Professor Lemos (PT). Osdirigentes sindicais pediram apoio e atuação dos parlamentares para que haja avanço nas negociações com o governo.
Memória e indignação
Em fevereiro de 2015, o ex-governador Beto Richa (PSDB) colocou em votação medidas que aumentavam os impostos, alteravam o regime de previdência dos(as) servidores(as) públicos(as) e cortavam investimentos, entre outras medidas antipopulares. Acumulados os motivos, os professores entraram em greve e fizeram um acampamento em frente à Alep.
Os dias passaram e não houve um acordo do governo que atendesse as reivindicações da categoria, até que no dia 29 de abril, o governador Beto Richa autorizou a operação policial para impedir o acesso das pessoas à Alep para acompanhar a votação do “pacotaço” contra os servidores.
A repressão violenta e desproporcional transformou a praça pública em um cenário de guerra que resultou em mais de 200 feridos(as). Os policiais avançaram contra a multidão com uso de bombas e tiros de bala de borracha, agressões com cassetete e jatos de spray de pimenta. A ação ocorreu de forma ininterrupta durante mais de uma hora. (Informações e foto da APP-Sindicato).

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