Prefeito de Itajaí admite: “Não há tratamento definitivo para a covid-19”

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O prefeito de Itajaí (SC), Volnei Morastoni, admitiu que por enquanto não há tratamento definitivo para a covid-19.

“Todas as iniciativas baseadas em estudos científicos são importantes para auxiliar na busca pelo tratamento. Estamos buscando diversas estratégias para prevenção e redução do impacto desta pandemia em nosso município”, disse o prefeito, em nota enviada na noite dessa terça-feira(4) ao blog O Antagonista.

Segundo a nota, o município de Itajaí está em processo de inscrição para participar de um estudo da Associação Brasileira de Ozonioterapia (Aboz), aprovado pelo Conselho Nacional de Ética em Pesquisa do Ministério da Saúde (Conep), para avaliação da ozonioterapia em pacientes com o novo coronavírus.

Para participar da pesquisa, a prefeitura vai implantar “um ambulatório para tratamento de pacientes com sintomas leves a moderados da cov id-19 com a ozonioterapia de forma complementar”. Porém, “ainda não há data prevista para o início do estudo”.

A prefeitura também informou ter recebido recomendação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) para se abster de distribuir tratamento com ozônio para a população.

Como o blog O Antagonista já publicou, publicamos resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) define a terapia com ozônio como procedimento que pode ser realizado apenas em caráter experimental.

A Comissão para Avaliação de Novos Procedimentos em Medicina do CFM já avaliou mais de 26 000 trabalhos sobre o tema, e ainda entende que “seriam necessários mais estudos com metodologia adequada”.

A prefeitura ressaltou que “aguarda a aprovação de sua participação no estudo e, portanto, ainda não há uma certeza ou previsão de quando a pesquisa poderá ser iniciada na cidade”.

A FDA, equivalente nos EUA da Anvisa, define o ozônio como “gás tóxico sem aplicação médica conhecida em terapia específica, adjuntiva ou preventiva”.

 

 

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