O prefeito de Guaratuba, Roberto Justus, baixou seu nível de adrenalina em relação à vontade de “cumprir a ordem judicial” e tirar imediatamente do mercado municipal da cidade as famílias de pescadores humildes que comercializam sua produção no local. Após sentir a negativa repercussão social que a súbita – e de duvidosa interpretação – determinação de realizar licitação dos boxes, o prefeito decidiu abrir mais prazo para que o município e as partes se entendam e sejam eliminados os riscos de causar prejuízos irreparáveis aos pescadores. (Veja a história aqui).
A prefeitura havia aberto licitação para interessados em explorar boxes no mercado, mas mediante pagamento de valor mínimo de R$ 47 mil – importância que nenhuma das famílias que há décadas, de pai para filhos, ali atuam tem condições de pagar. Atualmente, elas pagam aluguel e condomínio pelo uso espaço e as instalações e melhorias saíram de seus próprios recursos, muitas vezes graças a empréstimos que contraíram junto ao Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).
O prefeito se comprometeu a não recorrer contra nenhuma eventual demanda judicial que garanta a permanência dos pescadores e disse aceitar outras medidas jurídicas que legalizem a exploração do mercado, sem prejuízo para seus atuais ocupantes.

Primeiro: que se exploda o povo que ajuda a perpetuar essas dinastias no poder, quem sabe um dia aprendem? Segundo: apesar disso, todo o apoio ao pessoal do mercado. Se forem mesmo retirados eu não compro mais nada lá. E ainda espalho que foi porque comprei produtos estragados. Mas o povo que ser cate, ou vai dizer que a famiglia Justus chegou à prefeitura sem nunca ter tido o apoio de nenhum dos pescadores?