(por Ruth Bolognese) – Num momento sinceridade – e de ingenuidade – um dos big boss da Lava Jato, o procurador Carlos Fernando Santos Lima, disse que muitos políticos e o PMDB , em particular,” só queriam derrubar a Dilma e não acabar com a corrupção no Brasil”. Bingo!,
O procurador e a Lava Jato inteira estão sentindo o calor da fritura. E não foi só o PMDB, esse estupendo exemplo de princípios republicanos, que gritou o “Fora Dilma” pensando nas boquinhas futuras. Tem o PSDB envergonhado do Aécio, quase todos os partidos Nanicos e por aí vai. E, juntos, embalaram a Lava Jato, o Supremo Tribunal Federal e o povo no canto da sereia do combate à corrupção. Sucesso obtido, a Lava jato perdeu o sentido e, pior, virou ameaça e precisa ser eliminada.
A política é assim, meu caro Procurador. Adversários se tornam amigos de infância quando o objetivo é vantajoso para ambos. E a aliança pode durar o tempo de apertar o botão de um painel eletrônico qualquer. Traições na cara dura é parte intrínseca do cardápio. Para quem passou a vida no silêncio da academia ou entre quatro paredes, aprofundando o estudo das leis, é difícil de entender e, mais ainda, de aceitar.
Por tudo isso, quando as pesquisas apontam que o povo quer “Moro Presidente” dá um frio na barriga. De Getúlio a Jânio Quadros, de Dilma a Temer, todos experimentaram o poder do Baixo Clero do nosso Parlamento, que opera às claras, na base do “Dá ou Desce”. E pra enfrentar isso, e manter a tal da governabilidade, só um sujeito nascido e criado nas entranhas do monstro, disposto a depenar o País para ficar no jogo. Sarney, FHC, Lula e agora Temer que o digam. Moro lá, não dura uma votação em plenário.
