Partidos nanicos tentam se salvar

Para fugirem da ameaça de não mais poderem participar de coligações ou mesmo serem extintos pela cláusula de barreira, pequenos partidos trabalham a favor da criação de “federações partidárias” – união de pequenas legendas que poderão concorrer sob a identidade única da federação que formarem. Outra consequência do possível fim das coligações é tornar grande a onda de fusões partidárias.

Se isso acontecer, todas promessas de “casamento” feitas até aqui vão por água abaixo. A viabilidade das chapas costuma ser determinada pelos arranjos feitos em Brasília, em torno, por exemplo, de verbas para campanhas, do que pela lógica local.

Fato novo nisso é a “promessa” do ministro Gilmar Mendes feita a deputados de acabar com as coligações por decisão do STF, que está para julgar uma ação questionando a constitucionalidade delas. Isto fez a Câmara se adiantar prevendo os ajuntamentos em federações – ideia, aliás, já aprovada na semana passada pela comissão da reforma política.

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