O Paraná receberá, nos próximos dois anos, investimentos que somam cerca de R$ 1,1 bilhão para a construção de 11 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), que irão abranger 15 municípios. Todos os empreendimentos tiveram a energia que será produzida adquirida no 39º Leilão de Energia Nova A-5, realizado na última semana pelo Ministério de Minas e Energia (MME).
Nesta quinta-feira (28), o governador Ratinho Junior (PSD) recebeu representantes da Associação Brasileira de PCHs e CGHs (Abrapch), além de empresários e empreendedores do setor para detalhar o planejamento dos novos projetos.
“É uma grande oportunidade para o Paraná, que já é o maior produtor de energia elétrica limpa do País. É um investimento que pode chegar até R$ 1,5 bilhão, se a gente incluir, além das PCHs, as Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs). Com isso, a gente dá exemplo para o mundo, fruto de uma desburocratização que mantém o olhar sob a sustentabilidade”, disse o governador.
O Paraná foi o segundo estado do País em número de projetos vencedores do leilão, com a contratação de 110 megawatts. O fornecimento está previsto para começar em 1º de janeiro de 2030, atendendo distribuidoras do mercado regulado, que abastecem residências e pequenas e médias empresas.
As PCHs serão construídas nos municípios de Nova Cantu, Laranjeiras, Altamira, Itaguajé, Colorado Paranacity, Toledo, Cerro Azul, Clevelândia, Onório Serpa, Moreira Salles, Tuneiras do Oeste, Goioerê, Boa Vista da Aparecida e Cruzeiro do Iguaçu. São elas: PCH São Salvador, Água Tremida, Caratuva, Generoso, Itaguajé, Cantu 1, Ribeirão Bonito, Córrego Fundo, Nova Geração, Tito e Trindade Baixo
Benefícios ambientais
As Pequenas Centrais Hidrelétricas apresentam vantagens socioambientais como a preservação e ampliação das matas ciliares (até 3,5 vezes mais), proteção de nascentes e melhoria da qualidade da água com retirada de resíduos dos rios, baixa emissão de carbono, geração de emprego e renda local com impacto positivo no IDH regional, além de fornecer energia limpa e de longo prazo, sem passivos ambientais futuros.
Atualmente, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Paraná possui 114 PCHs e CGHs em operação. Outras cinco estão em construção, sete aguardam início de obras e 116 estão em fase de registro de intenção de outorga, além de 35 processos em estágio de estudos de inventário.
O protagonismo do Paraná em energias renováveis também se reflete em indicadores nacionais. O Estado ocupa a vice-liderança em sustentabilidade ambiental no Ranking de Competitividade dos Estados, divulgado na última quarta-feira (27) pelo Centro de Liderança Pública. É líder nacional em transparência das ações de combate ao desmatamento, primeiro em reciclagem de lixo e vice-líder em coleta seletiva. Nos últimos anos, o Paraná registrou uma redução de 64% no desmatamento da Mata Atlântica, resultado de uma fiscalização intensiva, com apoio de satélites.
Fundo
O governador também disse no encontro com empresários do setor que o Estado estuda, em conjunto com as PCHs, um fundo específico para projetos de energia renovável. “Ele pode seguir a mesma lógica que fizemos para o agronegócio do Paraná, com o primeiro Fundo de Investimento Agrícola do Brasil. A ideia pode ser criar uma linha de crédito, em parceria com o setor privado, garantindo juros mais baixos e recursos para projetos de maneira mais rápida e barata”, afirmou. (AEN; Foto: Jonathan Campos/AEN)
