O que seria a maior obra do governo Beto acabou na Lava Jato

(por Ruth Bolognese) – Os 220 quilômetros entre Maringá e Iporã, no Noroeste compõem a PR-323 , considerada a Estrada mais violenta do Paraná e liga o Norte ao Noroeste. Há anos esse longo trecho, esburacado, mal iluminado, com trechos sem acostamentos e curvas inesperadas, vem maltratando motoristas e matando paranaenses. Só em 2017 foram 217 feridos e 17 mortes, um recorde entre toda a malha viária do Paraná. A população dessas duas regiões, com produção de soja, cana-de-açucar e carne bovina, frangos e suína, fez grandes campanhas para a duplicação (foto). Mas apenas 7 quilômetros, de Maringá a Paiçandu, é duplicado.

A PR-323 teve vários símbolos para o governo Beto Richa,a começar pela marca que daria ao período de 7 anos, um deserto de realizações. Seria também a primeira obra pelo sistema de Parceria Público-Privada, um caro objetivo de privatização de grandes obras ao PT.

A PPP previa investimentos de mais de R$ 7 bilhões, a duplicação de 207 quilômetros da PR-323 e trechos com pedágio após a entrega da rodovia, além de 30 anos de concessão.

Mas deu tudo errado: o Consórcio Rota 323, liderado pela Odebrecht, venceu a licitação em junho de 2014. Porém, o contrato foi suspenso em setembro de 2016, porque a Odebrecht não comprovou capacidade financeira para executar o serviço.

A bem da verdade, a Odebrecht teve que abandonar o projeto, envolvida até o pescoço nas denúncias da Lava Jato e o presidente, Marcelo Oldebrecht, preso no Centro Médico de Pinhais.

Para a região, onde estão cidades importantes como Maringá, Cianorte e Umuarama a desistência da maior empreiteira do País foi um desastre: todo o sistema de geração de empregos via pequenas e médias empresas foi cancelado, escritórios de engenharia, restaurantes e barracões que já estavam em fase de construção tiveram que ser desativados.

Para o governo Beto Richa foi ainda pior: Benedicto Júnior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, afirmou em delação premiada que os R$ 2,5 milhões supostamente doados por meio de caixa 2 para a campanha eleitoral de Beto Richa (PSDB) ao governo do Paraná, em 2014, seriam lançados como despesa no projeto de duplicação da PR-323, a PPP suspensa em 2016.

E Beto Richa se tornou mais um personagem da Lava Jato.

Para evitar um desastre ainda maior, governo Beto Richa lançou um novo edital para licitar alguns trechos da PR 323 e tentou superar os problemas. Não superou e agora a PR-323, com suas gravações suspeitas, assombram o ex-governador Beto Richa e seus principais aliados.

1 COMENTÁRIO

  1. Bom dia,estes senhores envolvidos na maracutaia,nenhum deles tem o compromisso com a verdade dos fatos e tão somente com as vantagens recebidas e seus próprios interesses,em momento algum o zelo e o cuidado com os interesses da população e a coisa pública em geral,vamos dar o troco nas eleições com certeza.

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