(por Ruth Bolognese) – O ex-deputado Tony Garcia é uma figura interessante: com três nomes conhecidos – Antonio Celso Garcia, Anthony Garibaldi (que adotou quando morou nos EUA para esconder o nome Garcia, cucaracha demais) ou simplesmente Tony – fez carreira política como um homem bonito.
Foi, também, quase cunhado da viúva de Elvis Presley , Priscilla, quando o irmão dele, Marco, namorou-a, em meados dos anos 80. Na volta ao Brasil casou-se com Nice Maria, filha do então governador Ney Braga. Nos anos 90 elegeu-se deputado estadual, tornou-se empresário (falido) de consórcio, esteve preso por malfeitos econômicos e hoje é dono de postos de gasolina na Capital.
Mas é como ex-amigo do governador Beto Richa que Tony Garcia vem se projetando nos últimos anos. Nessa condição mantém uma espécie de Governo Paralelo, nos moldes que o PT pregava antigamente. E, além de analisar detalhadamente os problemas, espalha críticas e advertências ao governador.
Faz circular pelas redes sociais, textos longos, sempre reproduzidos aqui e ali pela imprensa, com informações de bastidores, revelações sobre licitações públicas, equívocos oficiais e negócios de fino trato na área governamental.
Já antecipou, por meio de “avisos” ao governador, os malfeitos que acabaram nas Operações Publicano, Voldemort, etc. etc. E nunca errou. A última delas, dessa semana, fala numa movimentação intensa no governo para realizar licitações de última hora para beneficiar determinados grupos de interesse.
As razões pelas quais Tony Garcia se tornou um ex-amigo de Beto – com quem convivia regularmente – passam por uma licitação pública, na qual teria sido preterido.
E a cada texto que publica, Tony Garcia comprova o velho ditado de que o pior inimigo é um ex-amigo. Ou algo assim. O Coitadinho do Beto Richa que o diga.
