Presente do papa a Lula, um conto do vigário

Ficou feio para o PT explorar o caso de Juan Grabois – o suposto “assessor” do papa Francisco que foi impedido de visitar e entregar a Lula, preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, um terço enviado pelo Pontífice como presente.

O Vaticano usou o Twitter para esclarecer certos detalhes: Grabois não é assessor do papa, mas sim ex-consultor do Pontifício Conselho Justiça e Paz – um colegiado bem mais amplo de que fazem parte representantes de vários continentes.

Grabois tentou fazer a visita em caráter PESSOAL (as maiúsculas são do comunicado do Vaticano) e não como representante de Francisco.

O terço não foi mandado pelo papa, mas supostamente abençoado (não se sabe quando) por ele – assim como o são os os objetos religiosos vendidos como lembrança para turistas nas lojinhas situadas no sub-solo da Basílica de São Pedro.

A página do Vatican News – oficial da Santa Sé no Twitter – não menciona nenhum cartão que, como o PT alegou, teria sido assinado por Francisco e dirigido a Lula.

Já a Polícia Federal diz que impediu a visita de Grabois porque ele não comprovou sua condição de religioso. As segundas-feiras estão reservadas as visitas para assistência espiritual a Lula. Grabois é advogado argentino fundador do movimento dos trabalhadores excluídos. Nenhum rosário foi deixado na PF para ser entregue ao ex-presidente.

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