O caso do juiz do Paraná que virou auxiliar no STJEsta portaria do Superior Tribunal de Justiça (STJ) seria mais um daqueles atos que honrariam o velho adágio que diz que quando um governante não quer que o povo saiba o que faz basta mandar publicar no Diário Oficial. Seria… se não fosse pelo fato de fazer referência à prorrogação por mais um ano do juiz Leonardo Stancioli, do Tribunal de Justiça do Paraná, como juiz auxiliar do ministro Félix Fischer no STJ.

Para quem não se lembra, Stancioli foi o pivô de um escândalo que pipocou no TJ do Paraná em 2007. Ele fizera concurso de juiz e ficou na 17.ª colocação – um problema que foi enfrentado pelo seu sogro, o então ministro do STJ Paulo Medina, que, mediante tráfico de influência, conseguiu a nomeação do genro.

A OAB/PR bem que tentou anular a nomeação e o próprio concurso, mas sem resultado prático imediato: Stancioli foi nomeado e, tempos depois, convocado para atuar em Brasília no próprio STJ em que trabalhara o sogro. O sogro, no entanto, foi aposentado compulsoriamente em 2010, não em razão do tráfico de influência no Paraná, mas sob acusação de venda de sentenças em favor de caça-níqueis. Desde então recebe proventos de ministro e enfrenta um processo na Justiça do Rio de Janeiro que já dura sete anos sem solução.