O segundo nome na hierarquia da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Samy Liberman, está com os bens bloqueados por ser acusado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional de participar de um esquema de fraudes e crimes tributários.

De acordo com uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo, a ação da Fazenda suspeita que Samy esteja no centro de irregularidades encntradas pela Receita Federal. E dentre os crimes estão a “criação de empresas fantasmas, emissão de notas fiscais falsas, simulação de contratos e sonegação de impostos”. No total, o secretário-adjunto de Comunicação Social da Presidência deve R$ 55 milhões de multas aplicadas pelo fisco.

Samy é irmão do sócio o titular da Secom, Fabio Wajngarten, que é proprietário da empresa FW Comunicação e Marketing. A pasta chefiada por Wajngarten repassa dinheiro de publicidade do governo para empresas que são clientes da sua empresa privada. Ele nega qualquer conflito de interesse. O secretário não é investigado.

Já Samy, irmão do publicitário Fábio Liberman, que administra a empresa de Wajngarten, é o responsável direto pela distribuição de verbas de publicidades do governo.

Segundo a reportagem da Folha de S. Paulo, os amigos de infância de Wajngarten tiveram os bens bloqueados pela justiça até  que os processos relativos aos supostos crimes sejam concluídos.

A defesa dos envolvidos nega que haja tais irregularidades. A defesa de Samy e Liberman diz ainda que as acusações contra os clientes são mentirosas e resultam da mentalidade fértil dos agentes da Receita Federal. (Congresso em Foco).