As eleições de 2026 colocaram o partido Novo em um novo patamar no Paraná. Com 941 mil votos no Estado, mais de um terço dos cerca de 2,8 milhões recebidos pela legenda em todo o país, o partido sai das urnas como uma nova força da política paranaense.
O desempenho foi o maior da sigla no Brasil e teve papel decisivo para que a legenda superasse a cláusula de barreira nacional. Mais do que uma votação expressiva, o resultado se transformou em representação política: o Novo Paraná elegeu Deltan Dallagnol para o Senado, quatro deputados federais e três deputados estaduais.
Na disputa pela Câmara dos Deputados, o partido conquistou ainda as duas maiores votações do Paraná. Jeffrey Chiquini foi o deputado federal mais votado do Estado, com 425.399 votos, seguido por Guilherme Kilter, com 269.832.
Para o presidente estadual do Novo Paraná, Lucas Santos (foto), as urnas mostraram o surgimento de uma força política com peso próprio no Estado. “Nasceu uma nova força política no Paraná. São 941 mil votos, um senador, quatro deputados federais, três estaduais e os dois deputados federais mais votados do estado. O Novo deixa esta eleição maior, mais forte e com uma responsabilidade proporcional à confiança que recebeu dos paranaenses”, afirmou.
Além de Chiquini e Kilter, Henrique Mecabô e Paulo Martins foram eleitos para a Câmara dos Deputados, formando uma bancada de quatro parlamentares paranaenses do partido em Brasília.
Para Lucas Santos, a força da votação proporcional mostra que o resultado vai além do desempenho de uma única candidatura. “Não foi um resultado isolado. O eleitor escolheu diferentes nomes do Novo para diferentes funções e regiões. Isso mostra que existe uma base política se formando no Paraná. É uma votação que consolida o partido no presente e abre uma perspectiva muito grande para o futuro”, destaca.
Na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), o Novo conquistou três cadeiras. Foram eleitos Bruno Secco, com 82.898 votos; Luiz Fernando Guerra, com 64.788 votos; e Deivid Wisley, com 31.935 votos.
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