O futuro ministro da Educação, Ricardo Vélez-Rodríguez, anunciado por Bolsonaro nesta quita-feira (22), afirma que irá trabalhar por uma “refundação” do ensino contra “uma doutrinação de índole cientificista e enquistada na ideologia marxista travestida de ‘revolução cultural gramsciana”, segundo escreveu em seu blog no último dia 7 de novembro, quando já percebia estar na lista dos favoritos. O título do blog dele é “Rocinante” – nome do cavalo de Dom Quixote.
“As provas do Enem servem mais como instrumentos de ideologização do que como meios sensatos para auferir a capacitação dos jovens no sistema de ensino”, afirmou Rodríguez no mesmo artigo. ““Aposto, para o MEC, numa política que retome as sadias propostas dos educadores da geração de Anísio Teixeira, que enxergavam o sistema de ensino básico e fundamental como um serviço a ser oferecido pelos municípios, que iriam, aos poucos, formulando as leis que tornariam exequíveis as funções docentes”, disse.
Rodríguez se define como admirador do ultradireitista filósofo Olavo de Carvalho.
Para traçar o perfil do novo ministro e o que a Educação brasileira pode esperar dele, leia a íntegra do artigo:
Um roteiro para o MECAmigos, escrevo como docente que, através das vozes de algumas pessoas ligadas à educação e à cultura (dentre as quais se destaca o professor e amigo Olavo de Carvalho), fui indicado para a possível escolha, pelo Senhor Presidente eleito Jair Bolsonaro, como ministro da Educação.Aceitei a indicação movido unicamente por um motivo: tornar realidade, no terreno do MEC, a proposta de governo externada pelo candidato Jair Bolsonaro, de “Mais Brasil, menos Brasília”. Acho que o nosso Presidente eleito ganhou definitivo apoio da sociedade brasileira no pleito eleitoral recente, em decorrência de um fator decisivo: ele foi o único candidato que soube traduzir os anseios da classe média, que externou a insatisfação de todos os brasileiros com os rumos que os governos petistas imprimiram ao país ao ensejar uma tresloucada oposição de raças, credos, nós contra eles, como se não pudêssemos, os habitantes deste país, sedimentar alguns consensos básicos em relação ao nosso futuro. Jair Messias Bolsonaro foi eleito em razão deste fato: traduziu, com coragem e simplicidade, os anseios da maioria dos eleitores. A sua campanha, carente de tempo na mídia e de recursos, ameaçava não decolar. Decolou, e, mais ainda, ganhou as praças e ruas, através de meios singelos de comunicação como o Smartphone e a Internet, coisas que o brasileiro comum utiliza no seu dia a dia desta quadra digital da nossa sociedade tecnológica.Como professor e intelectual que pensa nos paradoxos estratégicos do Brasil, apostei desde o início no candidato Bolsonaro. Achei a sua proposta de escutar o que as pessoas comuns pensam uma saída real para a insatisfação e a agonia que as sufocavam, nesses tempos difíceis em que se desenhava, ameaçadora, a hegemonia vermelha dos petistas e coligados. Graças a Deus o nosso candidato saiu vencedor, numa campanha agressiva em que foram desfraldadas inúmeras iniciativas de falseamento das propostas e de fake news, e em que pese o fato de que ele próprio tivesse de pagar um preço alto com a facada de que foi vítima em Juiz de Fora, desferida por um complô do crime organizado com os radicais de sempre.Enxergo, para o MEC, uma tarefa essencial: recolocar o sistema de ensino básico e fundamental a serviço das pessoas e não como opção burocrática sobranceira aos interesses dos cidadãos, para perpetuar uma casta que se enquistou no poder e que pretendia fazer, das Instituições Republicanas, instrumentos para a sua hegemonia política. Ora, essa tarefa de refundação passa por um passo muito simples: enquadrar o MEC no contexto da valorização da educação para a vida e a cidadania a partir dos municípios, que é onde os cidadãos realmente vivem. Acontece que a proliferação de leis e regulamentos sufocou, nas últimas décadas, a vida cidadã, tornando os brasileiros reféns de um sistema de ensino alheio às suas vidas e afinado com a tentativa de impor, à sociedade, uma doutrinação de índole cientificista e enquistada na ideologia marxista, travestida de “revolução cultural gramsciana”, com toda a coorte de invenções deletérias em matéria pedagógica como a educação de gênero, a dialética do “nós contra eles” e uma reescrita da história em função dos interesses dos denominados “intelectuais orgânicos”, destinada a desmontar os valores tradicionais da nossa sociedade, no que tange à preservação da vida, da família, da religião, da cidadania, em soma, do patriotismo.Na linha dos pre-candidatos ao cargo de ministro da Educação foram aparecendo, ao longo das últimas semanas, propostas identificadas, uma delas, com a perpetuação da atual burocracia gramsciana que elaborou, no INEP, as complicadas provas do ENEM, entendidas mais como instrumentos de ideologização do que como meios sensatos para auferir a capacitação dos jovens no sistema de ensino.Outra proposta apareceu, afinada com as empresas financeiras que, através dos fundos de pensão internacionais, enxergam a educação brasileira como terreno onde se possam cultivar propostas altamente lucrativas para esses fundos, mas que, na realidade, ao longo das últimas décadas, produziram um efeito pernicioso, qual seja o enriquecimento de alguns donos de instituições de ensino, às custas da baixa qualidade em que foram sendo submergidas as instituições docentes, com a perspectiva sombria de esses fundos baterem asas quando o trabalho de enxugamento da máquina lucrativa tiver decaído. Convenhamos que, em termos de patriotismo, essas saídas geram mais problemas do que soluções.Aposto, para o MEC, numa política que retome as sadias propostas dos educadores da geração de Anísio Teixeira, que enxergavam o sistema de ensino básico e fundamental como um serviço a ser oferecido pelos municípios, que iriam, aos poucos, formulando as leis que tornariam exequíveis as funções docentes. As instâncias federal e estaduais entrariam simplesmente como variáveis auxiliadoras dos municípios que carecessem de recursos e como coadunadoras das políticas que, efetivadas de baixo para cima, revelariam a feição variada do nosso tecido social no terreno da educação, sem soluções mirabolantes pensadas de cima para baixo, mas com os pés bem fincados na realidade dos conglomerados urbanos onde os cidadãos realmente moram.
Essa proposta de uma educação construída de baixo para cima foi simplesmente ignorada pela política estatizante com que Getúlio Vargas, ao ensejo do Estado Novo, pensou as instituições republicanas, incluída nela a educação, no contexto de uma proposta tecnocrática formulada de cima para baixo, alheando os cidadãos, que passaram a desempenhar o papel de fichas de um tabuleiro de xadrez em que quem mandava era a instância da União, sobreposta aos municípios e aos Estados.
“Menos Brasília e mais Brasil”, inclusive no MEC. Essa seria a minha proposta, que pretende seguir a caminhada patriótica empreendida pelo nosso Presidente eleito.


O Sr Aníba l pode ajudar a melhorar a cultura navional e explicar o que significa esquerdopata?
Hoje li uma matéria onde se comentava sobre pessoas que usam muito esquerda, ideologia, doutrina, elas se referem ao que não conhecem usando estes termos.
Tá certo o antropólogo que afirma que o homem branco, de meia idade, frustrado, que tem dificuldade para aprender sobre o que se passa é o puxador do movimento ultra direita?
Segundo o estudo a motivação principal é o medo , medo que o progresso lhe tome o que tem, sejam bens ou valores, o que demonstra total insegurança….pq do contrário garantiria suas pregas, ou não?
Se vc tem valores, mantenha-os. Cuide-se. Não force os outros a adotar os seus valores. É tipo aborto, se vc é contra, continue contrário e não faça! Nem por isso obrigue adolescentes estupradas por padrastos país tiosi avos a eventualmente parirem o fruto do incesto! Se elas vão morrer no inferno não é problema seu.
Porque todo mundo tem que ter uma educação para a imbecilidade se o aluno pode ser educado para ser livre , leal, solidário?
E OS IDIOTIZADOS IDEOLOGICAMENTE VÃO À LOUCURA!!!
Finalmente alguém que tem boa intenção e não é esquerdopata.
Nossa Eduardo vc fez vestibular nos anos 70?
Vc teria entre 58 e 65 anos !
Vc parece ter 25 …
Vc tem uma cabeça muito livre para o pensamento e argumento
Não que jovem é necessariamente bom da cabeça, vide os filhos daquele vc sabe quem, cujo sonho de consumo é serem membros do Mossad
Mas jovem passou por menos coisas… então ele tende a ter mais teoria coragem do que medo (diferença crucial entre progressistas e conservadores)
Em pesquisa, em certa escola, tenta-se explicar o movimento à extrema direita conservadora: a hipótese é que são puxados por homens brancos frustrados que se sentem humilhados, baixo nivel cognitivo, sem energia para crescer e consquista, em geral acima dos 45 anos.
Esse não é mesmo seu perfil, vc deve ser bem sucedido e deve desejar que todos cresçam e encoraja e motiva as pessoas ao seu redor!
Assim como Ricardo, não consegui entender que diabos essa frase louça significa.
Zangado, vc devia fazer o Enem pra saber do que está falando
Curiosa que fiquei só te a linguagem dos travestis que tanto surtou bolsonaristas…fui perguntar a um linguista.
A questão se refere aos tpios de variedades linguísticas: geográfica, histórica, social e o dialeto, este último falado por grupo específico: skatista, surfista, travesti…etc
Isso que Bolsonaro não entendeu.
A prova era de línguagem…
Quanto mais tempo a pessoa fica sem estudar , sem ouvir, sem devater, mais burra e sem argumentos ela fica.
Praticamente todos países têm o seu Enem. Na França tem, o bonito presidente também acha que tem que mudar, mas mudar coisas do acesso de ricos e pobres, para homogeneizar mais e estão debatendo . Já aqui….
Quando ouvi ontem que esse moço tinha feito doutorado respirei aliviada pois era em filosofia do pensamento…mas pelo visto passou com C e em uma univ bem barata
Faz diferença fazer filosofia em Princeton e na ….??? Onde foi mesmo? Pq o guedes só pegou nego de Harvard e Rochester?
Na spra min da educação podemos nos dar ao luxo de ter um ministro medíocre…como se a educação não fosse pilar da economia.
Parabéns. Mais uma conquista da classe média que nunca aceitou que os pobres pudessem ter acesso àquilo que julgam ser seus por direito de classe.
Se for verdade vão regredir provavel aos anos 70 quando eu fiz o “Vestibular”.
Descobri recentemente , claro que não lendo no ContraPonto mas na BBC Brasil que existe um teste mundial de Educação chamado PISA e que estamos na 59ª posição entre 70 países.
A partir de agora a meta e em primeiro lugar questionar o PISA e depois levar o Brasil para o último lugar.
Para a classe média paranaense que têm um profundo deficit educacional e cultural , vai ser o paraíso.
Quem passou pelo Enem deve saber o que significa essa doutrinação … ou não.
“…Uma doutrinação de índole científicista enquistada na ideologia marxista travestida de revolução cultural gramsciana…”? Por favor, ajudem esse pobre asno a entender essa frase.