Nova saraivada contra Barros

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, sofre pesada artilharia. Dia sim e outro também, surgem notícias desabonadoras sobre suas condutas no ministério e políticas. A última saraivada saiu na Folha de S.Paulo desta sexta-feira. O jornal teve acesso a anexos da delação do dono construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza, principal protagonista dos desvios na Educação do Paraná investigados pela Operação Quadro Negro.

Eduardo afirma na delação que, a pedido do ministro, pagou R$ 15 mil por três meses em 2015 ao cunhado Juliano Borghetti para que, em troca, Barros arranjaria cargo para Marilane Fermino nos quadros da vice-governadoria e, posteriormente, na secretaria do Meio Ambiente. Na época, Marilane era servidora da secretaria da Educação.

O acordo foi cumprido em parte: a funcionária foi nomeada na vice-governadoria, mas não para a secretaria do Meio Ambiente. Juliano teve, então, seus pagamentos suspensos.

Em nota, assessoria de Ricardo Barros nega irregularidade e diz não ter qualquer envolvimento com a Operação Quadro Negro. “A servidora Marilaine Firmino é funcionária de carreira do Estado, sempre ocupou e ocupa cargos no Estado. Nunca trabalhou na Secretaria do Meio Ambiente.
Juliano foi empregado da empresa valor por três meses e recebia salário de R$ 15 mil.

A operação Quadro Negro já virou inquérito e ação na Justiça há mais de um ano, e nunca houve qualquer citação ao nome do ministro.

O ministro está à inteira disposição para esclarecimentos quando tiver acesso ao inteiro teor da suposta delação, reafirmando sua lisura no exercício da função pública.”

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